As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 14/07/2021
A Constituição Federal de 1988, prevê em seu artigo 6°, o direito ao trabalho como inerente ao cidadão brasileiro. No entanto, tal prorrogativa não tem sido reverberada na prática quando se observa as dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho, devido a priorização de outras ocupações e as poucas oportunidades que essa parcela da população recebe, tornando a universalização desse direito um caminho tortuoso.
Em primeiro lugar, devemos destacar a dificuldade de conciliamento do trabalho com as práticas estudantis, já que uma parcela dos desempregados frequenta universidades, que possuem cargas horárias extremamente altas. Sendo assim, tal fator torna-se mais um obstáculo para o firmamento do vínculo empregatício por exigir trabalho em tempo integral em muitos dos casos. Essa conjuntura está em desacordo com a ideia do geógrafo brasileiro Milton Santos, exposta no texto “As Cidadanias Mutiladas”, consistindo no não cumprimento dos direitos universais que deveriam ser desfrutados por todos os cidadãos.
Em segundo lugar, é fundamental apontar a pouca oferta de vagas quando comparada com a quantidade de pessoas à procura de emprego como impulsionador do desemprego juvenil no Brasil, pois somente 70% dos jovens entre 15 e 24 anos estão empregados, segunto o site Carta Capital. Fato que pode ser observado nas filas quilométricas que se formam quando um novo estabelecimento é aberto em uma cidade, conforme é apresentado nos jornais periodicamente.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso é imprescindível que o Governo Federal disponibilize vagas para estágio com duração de seis meses, com o devido treinamento profissionalizante, em uma parceria coma iniciativa privada, que ofetará uma quantidade maior de vagas do que o comum, tudo custeado pelo próprio Estado. Para que no futuro, possam ter a experiência, que é tão requisitada para contratação nas entrevistas de emprego.