As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 15/07/2021
Segundo dados divuldados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, os jovens enfrentam muitas dificuldades para sair da situação de desemprego, principalmente diante de um cenário de crise econômica. Nesse sentido, o desafio da inserção no mercado de trabalho deve-se, dentre outros fatores, ao modelo educacional brasileiro que não prepara o jovem para essa esfera, além da falta de oportunidades que deveriam ser ofertadas pelo Estado em conjunto com empresas privadas. Diante disso, é fundamental que medidas sejam feitas para ampliar e facilitar o aumento da ocupação por esse grupo social.
Inicialmente, um dos fatores que dificulta a conquista do primeiro emprego por adolescentes e recém adultos verifica-se pela estrutura obsoleta da educação no Brasil. Diante dessa perspectiva, o artigo 205 da Contituição Federal aponta que a educação deve adequar o indíviduo para o pleno exercício da cidadania e para a sua qualificação para o trabalho. No entanto, na realidade brasileira, observa-se que as escolas possuem um perfil extremamente conteudista, com foco apenas na absorção de conhecimento de diversas disciplinas, e não em aprendizados que teriam efeitos práticos e eficientes para facilitar o acesso ao meio profissional. Assim, para assegurar o pleno exercício da cidadania, é preciso que o Estado reformule as diretrizes educacionais brasileiras.
Em segundo lugar, outro desafio enfrentado pelos jovens ao ingressar no mercado de trabalho deve-se a carência de vagas para pessoas sem qualificações. Em vista disso, é possível notar o paradoxo da experiência, no qual os jovens precisam de uma oportunidade inicial para construírem uma bagagem profissional , enquanto grande parte das empresas não contratam funcionários sem nenhum tipo de prática prévia. Além disso, tendo em vista a falta de oportunidades de emprego para os jovens, observa-se que o Estado falha em garantir o direito ao trabalho, previsto no artigo 6 da Constituição Federal. Por isso, é imprescindível que o governo adote políticas públicas que provam a diminuição do desemprego desse grupo social e dessa forma, assegurar o direito constitucional supracitado.
Portanto, com o objetivo de promover uma maior qualificação dos adolescentes para o ambiente profissinal, é necessário de que o Ministério da Educação invista na inovação da educação brasileira, por meio da inserção de cursos ténicos na grade curricular, como de informática e de formulação de currículos. Ademais, cabe ao Ministério da Economia investir na ampliação de vagas de emprego para os jovens ainda sem experiência, mediante a ampliação do programa criado com essa finalidade, o Menor Aprendiz, visando facilitar a inserção no mercado de trabalho e diminuir o desemprego.