As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 23/07/2021
É notório que o advento da Terceira Revolução Industrial modificou a sociedade, introduzindo nela mais intensidade nas reivindicações do mercado de trabalho. Assim, as empresas começaram a se tornar mais exigentes com a mão de obra existente. Logo, membros mais novos da comunidade começaram a ter sua inserção para esse novo ‘mundo’ dificultada. Desse modo, a falta de experiência desses jovens mais a baixa especialização corroboram para o avanço dessa chaga social na contemporaneidade.
Sendo assim, segundo o escritor Albert Camus: “Não se pode criar experiência. É preciso passar por ela”. Dessa forma, a falta de oportunidades para os jovens trabalhadores gera um paradoxo, pois como seria possível ganhar perícia em algo sem poder fazê-lo. À vista disso, embora os empregadores não queiram perder tempo e recursos preparando aquele novo empregado para a função requisitada, é necessário que ele o faça mesmo assim, uma vez que cedo ou tarde ele precisará renovar o indivíduo que realiza esse ofício dentro da organização.
Ademais, conforme o pensamento do filósofo Immanuel Kant: “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele". Assim sendo, fica visível a importância que a educação tem de preparar uma pessoa para o mercado de trabalho. Contudo, a falta de estrutura nesse importante mecanismo social tem contribuído para a formação de indivíduos despreparados e alienados às competitividades que o mundo real oferece. Consequentemente, mais pessoas têm sua capacitação defasada e sua inserção ao labor dificultada.
Em vista disso, para superar essa adversidade, é fundamental que o governo, especificamente o Ministério da Educação e o Ministério da Economia, reestruture suas redes de instrução e incentive as instituições a aderirem mais jovens. Então, isso deve ocorrer por meio de reformas e construções dos órgãos de ensino mais a criação de palestras e cursos profissionalizantes que ofereçam melhor preparo sobre as necessidades do mercado de trabalho, além de incentivos fiscais para as empresas que optarem pela escolha de empregados recém inseridos no mundo laboral. A fim de que assim seja possível gerar uma mão de obra nova e especializada com empresas abertas a recebê-las superando as adversidades geradas pelas Revoluções Industriais.