As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 27/07/2021

Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos que pertencem a uma sociedade democrática possuem uma mesma importância, assim como os mesmos direitos e deveres. Entretanto, a complexidade de arranjar um emprego torna tal pensamento inválido. Nesse sentido, no que tange à questão das dificuldades de ingresso no mercado de trabalho, percebe-se uma configuração de um grave problema, em virtude da má distribuição de renda e da crise de desemprego.

Dessa forma, em primeira análise cabe avaliar que a priorização de interesses financeiros é um desafio presente no problema. Segundo o filosófo Rosseau, que confirma a teoria de que o homem nasce bom, porém a sociedade o corrompe. Sendo assim, é perceptível que o Estado prioriza seus interesses, deixando as necessidades básicas em segundo plano, dentre elas, a preparação de jovens para o mercado de trabalho. Logo, é evidente que enquanto houver a desigualdade na oferta de profissionalização, as dificuldades estarão explícitas.

Outrossim, o colapso na contratação de novos trabalhadores é um entrave no que tange ao problema. Conforme o sociólogo Zygmunt Bauman, “Não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas”. Assim como a análise de Bauman, a omissão governamental relativa à crise de desemprego no Brasil, faz com que o problema tome grandes  dimensões, atingindo principalmente aqueles que ainda não conseguiram ingressar no mercado de trabalho.

Portanto é evidente a necessidade de intervir na problemática. Desse modo, é dever do Ministério do Trabalho, órgão responsável pelas diretrizes da geração de empregos, criar cursos profissionalizantes, principalmente nas áreas carentes, com o objetivo de preparar os jovens para ingressar no mercado de trabalho com maiores chances de contratação. Feito isso, mesmo que não haja resolução imediata em relação à crise do desemprego, a dificuldade de incluir adolescentes em empregos será minorado.