As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 30/07/2021
O trabalho é um direito social garantido aos cidadãos, conforme a Constituição federal, em seu artigo sexto. Nesse sentido, nota-se a dificuldade do Estado em fornecer a formação necessária para os jovens, visto que muitos não conseguem se inserir no mercado de trabalho ao fim do ensino, situação essa que piora ao longo do tempo.
É importante ressaltar que, nesse cenário, a formação escolar deficitária é responsável por criar essa adversidade. Segundo o empresário Ícaro de Carvalho, o sistema educacional brasileiro forma apenas “serviçais qualificados”, pois, “o jovem sai do ensino médio ou da faculdade mas não sabe como usar o que aprendeu para ganhar dinheiro”. Desse modo, verifica-se que a educação não atingiu um de seus objetivos: ser um meio para conferir sustento e vida digna ao indivíduo, visto que essas pessoas gastaram anos de suas vidas aprendendo matérias, mas, no fim, são fadados ao desemprego.
Concomitantemente a isso, quem está mais tempo sem trabalhar, tem menores chances de conseguir um emprego no futuro. Segundo dados do Ipea, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, a cada dez pessoas que nunca trabalharam apenas três conseguirão encontrar um emprego em tempo integral. Com isso, jovens que buscam formação escolar e acadêmica ainda mais extensa, com o fito de obter um emprego ao fim dela, correm mais risco de, ao fim dela, ficarem desempregados do que alguém que decide ingressar mais rapidamente no mercado de trabalho.
Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação, como responsável pela formação intelectual dos jovens, incluir, aulas de administração de empresas e financeira no ensino médio e superior, sendo nesse último, com foco na respectiva área do curso, a fim de que os estudantes saibam transformar o que aprenderam em fonte de renda.