As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 16/08/2021
As pessoas consideradas jovens enfrentam muitas dificuldades no que se refere à inserção no mercado de trabalho. Nessa perspectiva, os dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa Aplicada (IPEA), em 2017, 57% da juventude está desempregada. Essa porcentagem alarmante faz emergir a importância de refletir sobre as consequências da desigualdade social entre os jovens brasileiros, somada com a negligência do governo em reduzir esse contrate social.
A priori, é importante destacar que os jovens não possuem as mesmas oportunidades. Nessa lógica, os indivíduos mais favorecidos economicamente, em geral, possuem acesso à educação de qualidade, além de realizar cursos como, por exemplo, Inglês, que elevam as chances de inserção no mercado de trabalho. Em contrapartida, a população juvenil mais pobre encontra maiores dificuldades, já que, por vezes, não dispõem de famílias que possam investir financeiramente no desenvolvimento profissional. Nesse sentido, o jornal O Globo divulgou uma reportagem sobre as dificuldades que jovens negros e periféricos enfrentam no Brasil, ressaltando que muitos encontram na criminalidade a única oportunidade de ascender socialmente. Assim, o ingresso no mercado laboral é marcado pela desigualdade social.
Somado a isso, o governo tem sido negligente em reduzir esse contrate social, pois é responsabilidade dele facilitar a empregabilidade dos jovems. Em vista disso, uma recente matéria veiculada no Jornal Nacional expôs um projeto do governo Bolsonaro, que está prestes a ser votada na Câmara de Deputados, que retira direitos do programa Jovem Aprendi. Tal política é de suma importância, porquanto empresas de grande e médio porte empregam pessoas consideras vulneráveis e que possuem entre 14 e 24 anos. Com isso, o emprego juvenil favorece a qualificação profissional e a elevação da renda de famílias pobres. Entretanto, a tentativa de desmonte desse projeto pode perpetuar a manutenção da desigualdade e manter elevado o desemprego da juventude brasileira.
Torna-se evidente, portanto, a criação de estratégias para reduzir o fosso social. Para tanto, é imprescindível que o Governo Federal intensifique as verbas do programa Jovem Aprendiz, com o objetivo de elevar o emprego juvenil e favorecer com que os jovens de baixa renda se qualifiquem no mercado de trabalho. Esse projeto pode ser elaborado por meio da elevação das cotas no que diz respeito à contratação de jovens, e as empresas, por sua vez, possam ser beneficiadas pagando menos impostos. Esses futuros trabalhadores podem ser capturados a partir de pesquisas, realizadas pelas universidades brasileiras, com o intuito de mapear a juventude com alguma venerabilidade social. Assim, será possível enfrentar as dificuldades dos jovens que adentram no mercado de trabalho.