As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 10/08/2021
A Constituição Federal Brasileira, promulgada em 1988, garante, em seu artigo sexto, uma série de direitos sociais. Dentre eles, está o direito ao trabalho remunerado, juntamente com todos elementos que o permeiam. No entanto, apesar de tal garantia, o que se percebe, na sociedade tupiniquim atual, é a não aplicação desse direito na prática, visto que os jovens estão enfrentando dificuldades para ingressarem no mercado de trabalho, fazendo com que esse seja um problema expressivo que se sustenta pela negligência governamental e falta de estrutura educacional.
Em primeiro plano, vale destacar a ideia de Aristóteles que afirmou que o objetivo principal da política é garantir a felicidade dos cidadãos. No entanto, percebe-se que essa tese do filósofo não se aplica à questão do desemprego dos adolescentes, porquanto, em mundo onde se faz necessário melhores qualificações para o mercado de trabalho, o país se encaminha para o sucateamento das faculdades e escolas públicas, sem garantias do mínimo da educação. Assim, sem o comprometimento do Poder Estatal em aplicar políticas públicas para solucionar o impasse, percebe-se que a lógica do bem-estar, da qual defende o pensador, não se materializa em terras canarinhas e, por isso, a resolução do cenário é praticamente utópica.
Ademais, cabe salientar que a frase de Sêneca que afirma que “A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida”, se relaciona fortemente com a questão. Isso porque uma estrutura educacional débil, resulta em uma população incapacitada ao trabalho especializado e com tendência à inércia. Segundo dados do IBGE 2017, menos de 5% dos filhos de pais sem instrução terminam o ensino superior. Desse modo, é evidente que as instituições de ensino têm um papel fundamental na base da formação cidadã de cada indivíduo e no desenvolvimento da sociedade. Logo, nota-se que a premissa filosófica não é efetivada no mundo hodierno, sendo uma das causas do problema.
Portanto, fica evidente a necessidade de intervenção na dificuldade dos jovens para ingressarem no mercado de trabalho. Para tanto, o Ministério da Educação, deve elaborar um projeto que melhore o ensino básico do país, por meio da criação de escolas profissionalizantes que vão aumentar a mestria dos futuros profissionais. Tal plano deve ter repercussão nacional e representantes em cada estado, garantindo ensino de qualidade do início da vida escolar ao fim da maior idade. Espera-se dessa forma, que a educação brasileira seja mais estruturada, fornecendo todo preparo que a população necessita.