As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 11/08/2021
O filósofo Raimundo de Teixeira Mendes, em 1889, adaptou o lema “Ordem e Progresso” não só para a Bandeira Nacional Brasileira, mas também para o país que, atualmente, enfrenta inúmeros empecilhos para o seu desenvolvimento com relação ao ingresso de jovens no mercado de trabalho. Esse panorama ainda vigente é atestado em consequência de uma vasta negligência governamental agredada de uma grande falta de apoio pública e empresarial.
Sob esse viés, cabe ressaltar que segundo pesquisas feitas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no Brasil o índice de jovens e adultos abaixo de 25 anos desempregados foi percentuado estando acima dos 70%, este cenário reflete diretamente em um excessivo descaso governamenal, em que não são disponibilizadas verbas para uma maior especialização nas áreas profissionais, técnicas e superiores, como também, não há uma grotesca exigência sobre os centros trabalhistas relativo à contratação de servidores com pouca experiência e faixa etária mais nova.
Outro ponto que merece ser destacado é a questão da falta de apoio pública e empresarial, isso porque de acordo com o filósofo Michel Focault, em seus estudos acerca das Palavras Proibidas, a sociedade contemporânea tende a considerar como tabu assuntos que causam desconforto. Nessa perspectiva, ainda existem muitos indivíduos com pensamentos ultrapassados, os quais acreditam que quanto mais antigo em idade, mais se sabe sobre uma atividade e assim, gera-se uma discriminação com currículos renomados e batalhados por muitos cidadãos ocasionando também, na diminuição em altíssimos níveis das porcentagens e oportunidades de empregos destas pessoas.
Portanto, é de indubitável importância que o Governo Federal numa ação conjunta com o Ministério do Trabalho e a Câmara dos Deputados, invista veementemente em políticas públicas e em maiores oportunidades de ofício, por meio de leis mais rigorosas cujas certifiquem e monitorem que todo estabelecimento tenha em sua folha salarial 40% de jovens, como também, disponibilizem verbas para as infraestruturações, especializações e apromoritamento do saber dos futuros trabalhadores, visando propor maiores oportunidades curriculares aos mesmos. De modo equivalente, cabe às escolas e aos familiares ensinarem aos indivíduos desde pequenos que, assim como afirmou o escritor Oscar Wilde dizendo que “a experiência é o nome que damos aos nossos erros”, deve-se haver um maior ensinamento sobre a necessidade da quebra dos tabus trabalhistas que buscam a perfeição produtiva, através de palestras, conversas e aulas objetivando o não ocasionamento dessa problemática posteriormente.