As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 16/08/2021

A constituição federal de 1988 prevê, em seu artigo sexto, o direito ao trabalho como inerente a todos cidadãos brasileiros. Entretanto, essa perrogativa não se tem, de fato, efetivado na prática quando se observa a necessidade de falar sobre as dificuldades dos jovens ao acesso no mercado de trabalho. Diante dessa perspectiva, faz-se necessária a análise dos fatores que agravam esse caso, para que assim medidas sejam tomadas com intuito de aplacar tal problema.

Primeiramente, deve-se ressaltar o descaso governamental ao ver a preferência das empresas por pessoas mais experientes, fazendo com que aqueles que procuram seu primeiro emprego sejam prejudicados. Nesse sentido, a falta de cargos como jovem aprendiz se faz um problema. Essa conjuntura contradiz a ideia de contrato social do filósofo John Locke, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos disfrutem de seus direitos indispensáveis.

Ademais, é fundamental apontar o abismo entre a formação escolar e as necessidades que o mercado de trabalho exige, dificultando assim o ingresso dos jovens nesse meio. Segundo o Instituto de Pesquisas Econômica Aplicada (Ipea), 57% dos jovens entre 18 e 24 estão desempregados há mais de um ano. Diante disso, reforça-se a necessidade de um melhor ensino superior.

Evidencia-se portanto, a urgência de combater tais obstáculos. Para isso faz-se imprescindível que o Ministério da Educação ao lado do Ministério do Trabalho imponham mais vagas como jovem aprendiz, e também, mais cursos superiores de qualificação de trabalho, com apoio de empresas e faculdades, visando a finalidade de aumentar a experiência dos jovens. Dessa maneira será possível diminuir a taxa de desemprego entre os mais novos.