As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 16/08/2021

No filme “À Procura da Felicidade”, estrelado por Will Smith, é retratado as dificuldades vivenciadas por um homem desempregado. Ao longo da trama, a narrativa revela como a busca por uma ocupação pode ser fatigante, e além disso, demonstra a forma como os indivíduos são sucumbidos pelo advento do emprego informal. Fora da ficção, fica claro que a realidade apresentada no filme pode ser relacionada àquela do século XXI: estatísticas expressivas de desemprego, principalmente entre os jovens. Nessa perspectiva, é possível visualizar o grande viés econômico dessa temática.

Em primeiro lugar, faz-se necessário relacionar esse fenômeno com a realidade presente no mundo na época da Revolução Industrial. Nesse período, havia grande disponibilidade de empregos, principalmente no que se refere a baixa qualificação da mão-de-obra da população, devido ao processo de industrialização. Com isso, estabelece-se um paralelo entre esse momento histórico e o Brasil atual, visto que na contemporaneidade, o maior país da América Latina detém de um dos menores índices de formação no Ensino Superior, quando comparado ao resto do mundo. De acordo com este dado, é possível notar como as estatísticas estão contra o êxito da contratação laboral, já que há uma somatória de fatores que prejudicam o jovem brasileiro nessa busca e predispõe esses ao emprego informal.

Ademais, outra problemática inserida no tema se dá devido o fato de que os anúncios de trabalho buscam candidatos com um alto nível de especialização para cargos que não necessariamente despenderão das qualificações exigidas. Isso pode facilmente ser verificado pelo requerimento do bilinguismo em 91% das vagas ofertadas. Assim, as barreiras para conquista de efetivação nas empresas só aumentam para os jovens.

Portanto, é preciso que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Nesse cenário, cabe ao Governo Federal, através da Secretaria do Trabalho, atuar na promoção de campanhas de conscientização para a esfera público-privada, por meio da ampla utilização de redes sociais, e outrossim, promover a divulgação de cursos gratuitos em diversas modalidades para contribuir com a especialização do público jovem. Dessa forma, seremos espectadores do desemprego apenas na ficção.