As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 17/08/2021

As pessoas consideradas jovens enfrentam muitas dificuldades no que se refere à inserção no mercado de trabalho. Nessa perspectiva, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e estatística), em 2020, 31,4% das pessoas entre 18 e 24 anos estão desempregadas. Assim, essa porcentagem faz emergir a importância de refletir sobre as consequências da desigualdade social entre a juventude brasileira, somada com a negligência do governo em reduzir essa disparidade social.

A priori, é importante destacar que os jovens não possuem as mesmas oportunidades. Nessa lógica, os mais favorecidos economicamente, em geral, têm acesso à educação de qualidade, além de realizar cursos como, por exemplo, de Inglês, que elevam as possibilidades de inserção nos cargas laborais. Em contrapartida, a população juvenil mais pobre encontra maiores desafios, já que, por vezes, não dispõem de famílias que possam investir financeiramente no desenvolvimento profissional. Nesse sentido, o jornal O Globo divulgou uma reportagem sobre as dificuldades que adolescentes negros e periféricos enfrentam no Brasil, e ressaltou que muitos encontram na criminalidade uma oportunidade de ascender socialmente. Logo, o ingresso no mercado de trabalho é marcado pelas diferenças sociais.

Somado a isso, o governo tem sido negligente em reduzir esse contraste, pois é responsabilidade dele facilitar a empregabilidade da geração atual. Em vista disso, uma matéria recente veiculada no Jornal Nacional expôs um projeto do governo Bolsonaro que retira direitos do programa Jovem Aprendiz. Essa política é de suma importância, porquanto empresas de grande e médico porte empregam pessoas consideradas vulneráveis ​​e que possuem entre 14 e 24 anos. Com isso, o emprego de jovens trabalhadores favorece a qualificação profissional e a elevação da renda de famílias pobres. Entretanto, uma tentativa de desmonte desse projeto pode perpetuar a manutenção da desigualde e manter elevado o desemprego juvenil.

Torna-se evidente, portanto, a criação de estratégias para reduzir o fosso social. Para tanto, é imprescindível que o Governo Federal intensifique as verbas do programa Jovem Aprendiz, com o objetivo de aumentar a empregabilidade e favorecer com que os sujeitos de baixa renda se qualifiquem profissionalmente. Esse projeto pode ser elaborado por meio da elevação das cota de aprendizes, e as empresas, por sua vez, podem ser beneficiadas pagando menos impostos. Esses futuros trabalhadores podem ser capturados a partir de pesquisas, realizadas pelas universidades brasileiras, com o intuito de mapear os indivíduos com alguma vulnerabilidade social. Destarte, será possível enfrentar as dificuldades dos jovens que adentram no mercado de trabalho.