As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 18/08/2021

Foi somente com o surgimento das ideias protestantes, levantadas pelos calvinistas, que o trabalho começou a ser desatrelado de uma concepção de punição e passou a ser visto como uma atividade digna. Hodiernamente, na sociedade brasileira, irrigada pelos ideias protestantes de trabalho, os jovens encontram uma grande dificuldade em ingressar no mercado. Posto isso, duas razões se destacam na formação desse cenário: a crise financeira que o país enfrenta e a falta de programas voltados a qualificação dos jovens.

Em princípio, é fundamental perceber que a realidade do mercado de trabalho nos períodos de crise financeiras são impróprios para a contratação, sobretudo, de jovens. À vista disso, nesses momentos de incerteza no mundo dos negócios, os empregadores não estariam dispostos a arcar com os custos da contratação de um jovem, alguém menos experiente, em detrimento de uma pessoa com mais experiência no ramo. Diante disso, como defende o sociólogo, José Pastore, o custo de contratar alguém que esta começando agora comparado a outra com anos de experiência, simplesmente não vale a pena.

Outrossim, é evidente que um dos fatores que dificulta a inserção dos jovens no mercado de trabalho é a falta de qualificação deles. Nesse contexto, como já foi abordado, a falta de experiência entre as pessoas que estão para sair das escolas ou mesmo das universidades, pesa muito na hora de serem contratados. Nesse viés, fica claro que o Governo Federal percisa criar programas para reduzir esse défice presente nas instituições de ensino, tanto médio como superior.

Convém, portanto, que ações sejam tomadas, visando mitigar a dificuldade dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho. Dessa forma, é dever do Governo federal criar meios para estimular a contratação de pessoas entre 18 e 24 anos, por meio de programas de incentivo para as empresas em que, para cada empregado nessa faixa etária ela receba alguma forma de alívio fiscal, a fim de tornar o mercado de trabalho um ambiente mais acolhedor a esse público. Por outro lado, também é importante a criação de grades curriculares voltadas a providenciar alguma forma de qualificação trabalhistas aos estudantes, ficando essa tarefa relegado ao Minestério da Educação, feito isso, as instituições de ensino formarão alunos aptos a ingressarem no mercado de trabalho.