As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 19/08/2021
De acordo com a Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, em seu artigo 6º, está previsto que todos tem direito ao trabalho. Todavia, essa realidade está a cada dia mais distante de ser efetiva no país. Além disso, as dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho estão cada dia maiores, mesmo essa sendo a geração mais instruída, nunca existiu tantos obstáculos para o primeiro emprego. Contudo, a falta de investimentos, por parte do governo, em escolas técnicas e profissionalizantes, associado à falta de incentivo fiscais para empresas que contratem adolescentes e jovens sem experiência contribuem para o agravamento dessa problemática.
Em um primeiro momento, é necessário ressalta a Segunda Revolução Industrial, iniciada no século XIX e findada no meio da Segunda Guerra mundial, entre 1939 a 1945, na qual usufruiria do método inovador de produção em série da época, o Fordismo, que empregava em massa todos aqueles que quisessem entrar no mercado de trabalho, e com isso, o primeiro emprego, até então, não era uma barreira a ser transponível. Entretanto, a escassez de verbas para a formação técnica dos estudantes do ensino público começa a ser um fator desolador e preocupante, pois além de situaar esses alunos em desvantagem no mercado de trabalho também coloca em xeque o desenvolvimento do país.
Outrossim, uma pesquisa realizada pelo Ministério da Economia, no ano de 2019, constatou que 30% dos jovens, entre 18 e 25, encontram dificuldade para integrar o mercado de trabalho. Ademais, a existência da omissão governamental na hora de promover auxílio no ingresso dessa mão de obra, qualificada, mas inexperiente, em propor descontos fiscais para empresas que aderirem ao programa demonstra que a prioridade dos governantes desse país não está em torno dessa problemática, no entanto, essa conta começa a pesar quando a população trabalhadora inicia o processo de sua aposentadoria e quem irá os substituir não detém a experiência necessária.
Logo, faz-se necessário que medidas sejam tomadas para que o descaso nos investimentos de escolas técnicas e a falta de incentivos fiscais para empresas adeptas ao primeiro emprego não seja mais um problema. Portanto, o Ministério do Trabalho, deve promover a construção e a qualificação de institutos técnicos a fim de profissionalizar os jovens do ensino médio e auxiliar o ingresso no mercado de trabalho de maneira gradual e qualitativa. Isso deve ser feito, por meio da criação de programas de incentivo fiscais para empresas que optarem por empregar jovens sem experiência e os manterem por pelo menos um ano de vínculo, com isso, espera-se atingir a finalidade de tornar, a atividade que mais dignifica o homem, em uma concorrência justa e leal, pois assim os jovens sonhadores terão o direito de mostrar o seu valor em um país de oportunidades iguais para todos.