As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 20/08/2021

É cognoscível que o rejuvenescimento do mercado de trabalho tem se mostrado inevitável nos últimos anos. Todavia, no Brasil, os jovens ainda encontram dificuldades para ingressar no mercado laboral. Isso deve-se, sobretudo, ao despreparo emocional, se comparado aos mais experientes, bem como ao desamparo estatal no que tange direitos trabalhistas. Logo, são imprescindíveis mais ações governamentais, tendo em vista mudar esse cenário.

A princípio, convém ressaltar que embora a denominada geração Z – que os nascidos na década de 90 a 2010 – seja o mais bem educado e preparado no âmbito técnico informacional, a geração anterior ainda se sobressai na disputa por uma vaga de emprego. Nesse cenário, tal revés se dá, especialmente, por falta de preparo emocional dos mais jovens no que se lidar preocupa com as pressões e exigências do mercado de trabalho.

Concomitante a isso, o empregado mais novo sofre com o desamparo legal do Estado. Por exemplo, a aprovação da Medida Provisória (MP) 1045/21 no presente pela Câmara dos Deputados que afeta os programas para jovens entre 18 e 25 anos, ilustra essa desproteção. Tal MP fere os direitos trabalhistas, já que austruída a jornada de trabalho, reduz salários e acaba com o direito às férias. Ou seja, além de desamparar, o Estado desestimula o jovem a ingressar no mercado formal.

Portanto, fica clara a necessidade de elucidar tais questões. Posto isso, cabe ao Estado, adjunto ao Ministério da Educação, implementar programas e atividades que fortaleçam o emocional dos jovens; para isso, estágios escolares que estimulem o trabalho em equipe e o lidar com responsabilidades são uma opção. Além disso, cabe ao Legislativo vetar a tramitação de qualquer texto que fira os direitos trabalhistas. Desse modo, os jovens ávidos por uma oportunidade empregatícia estariam totalmente aptos, assim como não ter seus direitos cerceados desde cedo.