As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 01/09/2021

No longa metragem “Tempos modernos”, de Charles Chaplin, aborda-se a crítica ao modelo fordista e a precarização da qualificação do trabalhador, em meados da década de 1930. Contudo, na contemporaneidade, houve uma intensa modificação no mercado de trabalho, com acirrada competitividade, especialmente, para os jovens. Nesse viés, o paradoxo da experiência e a extrema destreza acadêmica tornaram-se grandes obstáculos aos ingressantes no mercado de trabalho.

Em primeira análise, é relevante apontar a procura em massa dos fornecedores de serviço por canditatos anteriormente já experientes. Por conseguinte, jovens que procuram iniciar no meio profissional, apresentam ,progressivamente, maior dificuldade, deparando-se com o paradoxo da necessidade de experiência para conseguir a primeira experiência profissional. Deste modo, contribuindo para o aumento do número de jovens desempregados no Brasil, atingindo 46% em 2021, consoante com IBGE.

Ademais, é evidente a concentração de buscas por mão de obra qualificada. Outrossim, analisa-se a teoria da “Seleção natural” de Charles Darwin, cientista britânico, que afirma a proeminência dos seres melhor adaptados ao seu meio. Nesse contexto, indivíduos com alto nível universitário e habilidades melhor dominadas como fluência em línguas estrangeiras e conhecimento tecnológico tornam-se o topo da pirâmide social nas distribuições de empregos, em vista do melhor desenvolvimento de aptidões. Depreende-se, portanto, a necessidade de superar esses desafios.

É de suma importância que o Ministério do Trabalho e Previdência Social elabore políticas públicas com empresas estatais e privadas para maior aceitação dos jovens no mercado de trabalho por intermédio de programas voltados às primeiras experiências profissionais. À guisa de arremate, o número de jovens desempregados diminuirá causando impacto positivo na economia brasileira.