As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 27/08/2021
“O trabalho dignifica o homem”. A frase do sociólogo Max Weber, em sua Ética Protestante, representa o papel fundamental do trabalho na construção social das pessoas. No contexto nacional atual, entretanto, a realidade dos jovens é distópica, uma vez que o grau de preparação desses indivíduos para o mercado de trabalho é baixo. Isso ocorre, pois as escolas não auxiliam a mocidade na formação trabalhista, o que gera a má qualificação e o desemprego.
Nesse viés, vale ressaltar o papel equivocado das instituições de ensino ao agirem a favor do despreparo profissional. Conforme o filósofo iluminista Kant, o homem não é nada além daquilo que a educação fez dele, ou seja, a realidade inadequada da má formação dos jovens brasileiros no meio trabalhista é consequência da falha das escolas profissionalizantes. Sob essa ótica, a indiferença dessas instituições escolares no preparo dessas pessoas ao mercado de trabalho serve como obstáculo na inserção da mocidade no ambiente trabalhista.
Ademais, essa característica do ensino brasileiro formenta uma geração menos qualificada e o aumento do desemprego. Em um dos curtas-metragens do produtor Dhar Mann, uma funcionária foi escalada para criar um projeto arquitetônico, mas seu trabalho não atingiu as expectativas propostas e ela acaba demitida. O ocorrido pode ser presenciado no corpo social brasileiro, visto que a qualificação precária da geração recente na questão do trabalho dificulta-lhes a empregabilidade. Dessa forma, os índices de desemprego se tornam o reflexo da dificuldade da inserção desses jovens no mercado trabalhista.
Portanto, faz-se imprescindível que as escolas - agentes causadoras do problema - intervenham nessa questão. Desse modo, cabe a elas o oferecimento de aulas preparatórias para o mercado, a fim de qualificar a mocidade e facilitar-lhes o acesso ao emprego. Assim, por meio da reestruturação da grade curricular, na qual passará a exigir estágios obrigatórios, a teoria da dignificação de Weber, em sua Ética Protestante, se manifestará também nessa geração recente.