As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 31/08/2021

No longa brasileiro “Fala sério, mãe!”, a protagonista ao entrar na adolescência inicia as buscas por uma vaga de emprego, entretanto encontra diversos empecilhos para ingressar no mercado de trabalho. Evidentemente, a ficção espelha a realidade brasileira e promove anseios em uma parcela da sociedade de forma precoce. As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho são frutos tanto do pequeno número de oportunidades quanto da escassez de adolescentes profissionalizados.

Primordialmente, as possibilidades proporcionadas para esse grupo são mínimas , devido à quantidade que necessita. De acordo com o art. 429 da CLT, deve haver de 5% até 15% de vagas de aprendizes, por estabelecimento, calculado sobre os empregados com formação profissional. Visivelmente, o número dos empenhados em começar a carreira profissional na juventude possuem poucas chances, resultando na preocupação pela falta de experiências.

Ademais, a capacitação com cursos profissionalizantes é de fundamental importância para fração juvenil que almeja uma oportunidade trabalhista. Conforme a Confederação Nacional da Indústria (CNI), apenas 6% dos jovens entre 16 e 24 anos dispõem de educação profissional. O sistema educacional profissionalizante visa vagas com prestígio intermediário, propiciando uma área de busca mais vasta e na maioria das conjunturas instituem à procura por cursos de ensino superior. Contudo, essas formações são escassas em instituições públicas ou são apresentadas com valores absurdos de mensalidade.

Portanto, faz-se necessário que o Estado tome providências para atenuação dos óbices para a iniciação dos indivíduos juvenis no mercado de trabalho. Logo, é dever do Ministério da Economia interceder e conceber maiores taxas de ofício para esses ingressantes, por meio da obrigatoriedade de contratação nas empresas, no qual diminua as inquietações e aumente as experiências trabalhistas. Outrossim, cabe ao MEC desenvolver cursos de caráter profissionalizante visando a formação dos jovens, por meio do modelo de educação à distância, promovendo aumento das possibilidades para essa parcela. Inegavelmente, ambas as ações exercidas juntamente seriam necessárias para um funcionamento de qualidade. A fim de aumentar a economia brasileira e acarretar aumento nas oportunidades de trabalho, alcançado a vaga de emprego, como ocorreu com a protagonista no filme “Fala sério, mãe!”