As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 30/08/2021
“O trabalho dignifica o homem”. A frase do sociólogo Max Weber, em sua Ética Protestante, representa o papel fundamental do trabalho na formação social das pessoas. No contexto nacional atual, entretanto, a realidade de jovens é distópica, uma vez que o grau de preparação desses indivíduos para o ingresso no mercado trabalhista é baixo. Isso ocorre, pois as escolas não auxiliam de forma eficiente a mocidade, o que gera a má qualificação e o desemprego.
Em primeiro lugar, no que diz respeito aos ideais do filósofo Kant, o homem não é nada além daquilo que a educação fez dele. Sob essa ótica, a realidade inadequada do mau preparo dos jovens brasileiros para o mercado de trabalho é reflexo da formação ineficiente das escolas. Isso porque, as instituições de ensino se preocupam demais com os conceitos teóricos, enquanto o essencial, isto é, a aplicação prática desses conceitos, fica de lado. Dessa forma, os jovens se tornam maus preparados para lidarem com as questões trabalhistas.
Ademais, ressalta-se que essa peculiaridade do ensino brasileiro formenta o desemprego. Em um dos curtas metragens do produtor Dhar Mann, uma funcionária foi escalada para criar um projeto arquitetônico, mas seu trabalho não atingiu as expectativas criadas e ela acaba demitida. O ocorrido pode ser presenciado no corpo social brasileiro, visto que os jovens maus preparados possuem mais dificuldades em permanecerem empregados, como a tal funcionária. Dessa maneira, o desemprego se torna reflexo direto da má qualificação escolar dessa geração mais nova.
Portanto, faz-se imprescindível que as escolas - agentes causadoras do problema - intervenham na questão. Dessa forma, cabe a elas promoverem uma melhor preparação dos jovens, a fim de inseri-los no mercado de trabalho e diminuir o desemprego. Assim, a meta será alcançada por meio da inserção de estágios obrigatórios, já que com essa medida eles poderão aplicar os conceitos aprendidos na prática. Nesse cenário, a mocidade será verdadeiramente digna, como previsto na Ética Protestante de Max Weber.