As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 02/09/2021

A teoria do Habitus, postulada pelo sociólogo Pierre Bourdieu, diz que o indivíduo tende a ser influenciado por comportamentos na sociedade e se habituar diante dos problemas. Consoante com essa abordagem, muitos jovens brasileiros entram na habitualidade e passividade diante das dificuldades que enfrentam para entrar no mercado de trabalho, o que configura um problema a ser resolvido. Nesse sentido, um fim de mitigar os males relativos a essa temática, é importante analisar a educação deficitária e o preconceito gerado pelas empresas.

A princípio, é necessário apontar a educação nos moldes predominantes no Brasil, como fator que contribui para a manutenção dos desafios que a jovialidade encontra ao procurar trabalho. Para entender esse apontamento, é justo relembrar a obra “Pedagogia da Autonomia”, do pedagogo Paulo Freire, na medida em que ela destaca que a escola não deve ensinar só ler e escrever aos alunos, mas sim, condições de disponibilidade para que os indivíduos tomem suas próprias decisões e tornem funcionais em seus contextos de atuação. Sob essa ótica, pode-se afirmar que muitas instituições de ensino brasileiras, uma vez que são conteudistas, não preparam seus estudantes para o mundo da economia e, portanto, não formam pessoas como Freire idealizou.

Por conseguinte, vale ressaltar que as companhias de contratação criam estigmas relacionados aos jovens atuando em certas profissões. De acordo com o filósofo Iluminista Voltaire, o preconceito é opinião sem conhecimento. Nesse panorama, as empresas opinam que parte da sociedade, que se encontra na juventude, não possui experiência e capacidade para ocupar cargos de responsabilidade. Com isso, é gerado mais preconceito e empecilhos para jovens trabalharem adequadamente no país. Logo, uma intervenção torna-se substancial para mudar essa realidade.

Depreende-se, portanto, a urgência de serem tomadas medidas que mitiguem os bloqueios do quadro hodierno. Destarte, o Governo Federal, responsável por administrar o povo e os públicos públicos, com apoio do ministério do trabalho, por meio de verbas governamentais destinadas à pasta, deve investir na criação do Projeto de Educação Profissionalista Jovial (PEPJ), que deve acontecer por meio de “lives” nas plataformas digitais. Essa ação, será realizada com o intuito de apresentar esse mundo do trabalho para o corpo social jovem, que é o futuro do Brasil. Dessa maneira, esses indivíduos, cheios de conhecimento, quebrarão a barreira de desafios para entrarem no mercado trabalhista brasileiro, ademais, sairão da habitualidade promulgada na teoria de Bourdieu.