As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 14/09/2021

Consoante a Declaração Universal dos Direitos Humanos - Promulgada em 1948 pela ONU (Organização das Nações Unidas) - é direito de todos os indivíduos, sem qualquer distinção, o acesso ao emprego e bem-estar social. Contudo, o cenário apresentado pelas dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho impossibilita que isso ocorra na prática, devido, não só a falta de investimentos em qualificação, como também a precariedade no sistema educativo.

Convém ressaltar, a princípio, que a ausência de investimentos na qualificação dos jovens é fator determinante na persistência do problema. Nessa perspectiva, entende-se que isso deve ao fato de muitos jovens não terem a competência necessária para ingressar no mercado de trabalho, seja por falta de uma boa educação ou ausência de experiência profissional. Nesse sentido, o número do desemprego entre os jovens tem aumentado paulatinamente. Prova disso é, dados divulgados em setembro de 2017 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no qual afirma que 57% dos jovens com idade entre 18 e 24 anos estão desempregados há mais de um ano. Desse modo, a falta de capacitação juvenil auxilia na propagação da problemática.

Outrossim, vale ressaltar que a situação é corroborada pela precariedade no sistema educativo. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi feito para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia - como agente formadora de opiniões - em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, influencie na consolidação do problema, tratando o tema com a seriedade necessária e exaltando os seus malefícios.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Nesse sentido, cabe ao Ministério de Estado do Trabalho e Previdência - Órgão responsável pelos assuntos relacionados ao emprego - promover, por meio da destinação de verbas, melhorias na qualificação profissional de jovens - principalmente em centros urbanos - como também melhor qualidade no sistema educativo para melhor formação profissional, a fim de que todo indivíduo, sem qualquer distinção, possa usufruir desse direito promulgada pela ONU em 1948.