As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 20/09/2021
De acordo com a declaração dos direitos humanos da ONU de 1948, todo ser humano tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego e proteção ao desemprego. No entanto, tais direitos não se vêm na realidade do jovem brasileiro, uma vez que se encontra desempregado e sem expectativas de conseguir um, ora pela falta de formação e alta exigência do mercado, ora pela falta de incentivo a adoção de medidas que coloquem esses jovens no mercado de trabalho. Nesse sentido, a realidade dessas pessoas é agravada pela negligência governamental e pela despreocupação das empresas.
Vale ressaltar, a princípio, que a negligência governamental corrobora para a intensificação do desemprego entre os jovens brasileiros. Isso porque não é colocado em prática o Art. 205 da Constituição Federal de 1988 que prevê como dever do Estado, garantir por meio da educação, o pleno desenvolvimento da pessoa e sua qualificação para o trabalho. Dessa maneira, os jovens encontram imensas dificuldades para se inserirem no âmbito laboral, pois não tendo uma formação adequada não se moldam às exigências dos cargos, haja vista que as empresas exigem pessoas qualificadas, que tenham já uma certa experiência para ocuparem os cargos. Logo, a falta de uma educação que desenvolva essas pessoas para o ambiente do trabalho formal, ocasiona o desemprego desses joevens.
Ademais, o olhar para a obtenção do lucro imediato por parte das empresas ocasiona a não obtenção do primeiro emprego entre os jovens. A esse respeito, São Tomás de Aquino diz que que todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância. Todavia, a perspectiva filosófica do autor vai de encontro com as ações das empresas brasileiras, tendo em vista que mesmo existindo programas para acabar com o desemprego juvenil, como é o caso do jovem aprendiz, as companhias não adotam esses projetos, pois tem-se a ideia de maiores gastos, visto que teriam de investir em alguém inexperiente. Assim, é perceptível a grande desvalorização do jovem no mercado brasileiro, que mesmo podendo contribuir positivamente para a empresa não é selecionado.
Infere-se, portanto, que as dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho é um problema que precisa ser erradicado. Logo, o Poder Legislativo deve, com apoio do Ministério do Trabalho, criar programas que visem incentivar a contratação de jovens, por meio de cotas para estes dentro das empresas e a diminuição dos impostos para a iniciativa privada que adotar o projeto, a fim de inserir o jovem no ambiente laboral logo nos anos iniciais da sua juventude e, assim, acabar com o desemprego dessa parcela da sociedade. Outrossim, o Ministério da Educação deve criar cursos de capacitação, por meio de alterações na Base Nacional Curricular Comum, a fim de desenvolver nos jovens sua capacidade emocional e profissional.