As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 22/09/2021

Segundo o filósofo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar da população. Entretanto, observa-se a falha nesse preceito ao analisar as dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho atualmente. Dessa forma, tem-se como principais causas do problema a discrepância entre o ensino acadêmico e as exigências trabalhistas, além das experiências insuficientes desse público.

Em primeira análise, tem-se o contraste negativo do que é ensinado academicamente e do que é exigido pelo mercado de trabalho como um agravante da questão. A esse respeito, Immanuel Kant - importante filósofo - defende a ideia de que o homem é aquilo que a educação faz dele. Nesse contexto, a discrepância do que é requerido nos dois ambientes (escola/faculdade e trabalho) faz com que os jovens, por não atender a demanda, tenham cada vez mais dificuldade em arrumar empregos dentro da sua área.

Ademais, a baixa experiência dos jovens também contribui para a perpetuação do cenário. Parafraseando o biológo britânico Charles Darwin, os que sobrevivem não são os mais fortes, e sim os mais adaptados. Nesse sentido, é possível observar que, em detrimento de não possuir a vivência exigida, esse público torna-se alvo de desvantagens e fica cada vez mais distante das preferências de contratação, resultando no aumento do desemprego ou do ingresso no mercado informal.

É evidente, portanto, que medidas devam ser implementadas para solucionar tal questão. Nesse prisma, a fim de preparar adequadamente os jovens para o mercado de trabalho, faz-se necessária a atuação do Governo Federal, importante órgão nacional, em parceria com entidades da educação, na modificação das grades acadêmicas, por meio da adição de matérias que direcionem o jovem para o que é exigido no mercado. Assim, o preceito de Hobbes permancerá acertivo.