As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 23/09/2021
O artigo 7º, da Constituição brasileira, prevê que toda pessoa tem o direito ao trabalho, além de condições justas e favoráveis de serviço. Entretanto, a atualidade nacional mostra-se diferente, uma vez que o país possui um grande número de desempregados. Assim, torna-se pertinente pontuar as dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho em âmbito brasileiro.
Primeiramente, é notório que uma grande porcentagem de jovens aptos ao ingresso no trabalho não possuem estabilidade mental, o que gera muitas vezes a desclassificação dos mesmos na seleção de empresas. Nesse cenário, o livro “Inteligência Emocional”, de Daniel Goleman, trata sobre as vantagens empregatícias de uma pessoa capaz de dominar as habilidades emocionais e comportamentais sobre um individuo que não possui tais capacidades. Desse modo, é ideal que a nova geração procure um apoio e domínio psicológico.
Ademais, a inexperiência da nova geração de ingressantes no mundo do mercado gera desvantagens sobre pessoas com um histórico empregatício. Nessa perspectiva, uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)afirma que a probabilidade de os jovens que nunca trabalharam conseguirem o primeiro emprego é 64% menor que a de jovens que já trabalham. Assim sendo, nota-se que o mercado de trabalho procura pessoas com uma elevada qualificação e com experiência no ramo em questão, haja visto que a quantidade populacional e a disponibilidade de formação se elevaram.
Entende-se, portanto, que não só o Ministério da Educação deve disponibilizar um fácil acesso à psicólogos em escolas, através da contratação de especialistas para as escolas publicas, com o intuito de cuidar da saúde mental dos jovens e mostrar aos mesmos métodos de domínio comportamental e emocional, em virtude do atual enfoque nesse tema em entrevistas de admissão; mas também o Ministério do Trabalho deve disponibilizar programas públicos de estagio para ingressantes no mercado de trabalho, com o intuito de disponibilizar um histórico qualificatório para os jovens e, assim, diminuir a taxa de desempregados por falta de locais aptos a aceitarem jovens de experiência nula.