As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 30/09/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê, em seu artigo 6, o direito a emprego, como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, tal prerrogativa não tem se repecurtido com eficácia na prática, quando se observa as dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, é necessária a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a falta de medidas governamentais, para combater o desemprego entre os jovens. Por conseguinte, tal problema tem permeado na sociedade e culminando em uma série de prejuízos a esses jovens, como a falta de especialização e a incidência de transtornos de anisedade, acarretados pela frustração de não conseguirem emprego. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função, de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como o trabalho, o que infelizmente, é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar a falta de ensino técnico nas escolas como impulsonador desse problema no Brasil. Segundo Jacques Meir, diretor do grupo padrão, a inadequação do ensino acadêmico é o que tem prejudicado os jovens na inserção ao mercado de trabalho, devido ao elevado nível de exigência e experiência que tal mercado exige. Diante de tal exposto, é notório que se houvesse uma preparação especializada nas escolas, muitos jovens já teriam a carteira assinada. Logo, é inadmissível que esse cenário continue.
Portanto, é mister que o estado tome providências para resolver o impasse. Para isso, é necessário que o Ministério da educação, por meio de leis, acrescente novas disciplinas na carga horária do ensino médio, focadas no ensino técnico profissionalizante, a fim de preparar os adolescentes para o mercado de trabalho. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa, onde o estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.