As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 19/11/2021
Em setembro de 2015, foi criada pela ONU a Agenda Global de Desenvolvimento, que entre as suas diretrizes aborda a importância do Estado na criação de meios para o pleno acesso dos jovens ao mercado de trabalho formal. Entretando, o Brasil segue um caminho contrário ao que é defendido por tal organização, sendo realidade no país tupiniquim elevadas taxas de desemprego entre jovens e uma perda de competividade no mercado global de desenvolvimento de tecnologia, devido a taxas expressivas de jovens no mercado de trabalho informal.
Sob esse viés, é válido destacar que a falta de políticas públicas eficientes no Brasil são responsáveis pelas altas taxas de desemprego. Dessa modo, é notório destacar uma pesquisa realizada pela Organização Internacional do Trabalho, que aponta o Brasil tendo uma taxa de desemprego entre jovens acima da média mundial, sendo 30% dos brasileiros de 15 a 24 anos. Isso ocorre devido, as ações ineficientes por parte do Estado, que não proporcionam acesso educacional de qualidade nas escolas públicas e uma quantidade de vagas insuficientes em escolas técnicas, que objetivam formar os indivíduos no ensino médio preparadas para o mercado de trabalho formal. Essa realidade só será revertida no Brasil com uma reestruturação do plano nacional do ensino médio e uma ampliação ao acesso a centros técnicos para os estudantes, com o objetivo de gerar um sociedade com mão de obra qualificada para o mercado de trabalho formal.
Além disso, é importante frisar que a exigência do mercado formal por mão de obra qualificada causa uma taxa elevada de jovens no mercado informal. Seguindo essa linha de raciocínio, é louvável citar o escritor Yuval Harari, que destaca em sua obra " 21 lições para o século 21", a segregação do mercado de trabalho sobre jovens desqualificados profissionalmente, em que as empressas optam por uma pequena parcela da população com instrução suficiente para exercer determinados cargos, sendo o trabalho informal a única escolha para a outra grande parcela da sociedade sem instrução suficiente. Essa realidade, causa no Brasil uma perda de competitividade no mercado mundial, em que valoriza-se a produção de tecnologia e desenvolvimento de software, sendo a qualificação da força laboral um meio para à saída do país do estágio de subdesenvolvimento. Sob esse óptca, o Brasil focar em políticas públicas de qualificação profissional.
Por fim, o Ministério da Educação deve promover uma maior quantidade de vagas em centros de ensino técnico e parcerias com centros de formação e qualificação profissional, como o SENAI e o SENAC, com o objetivo de oferecer instrução ideal para jovens, objetivando sua inserção no mercado de Trabalho. Desse modo, o Brasil terá uma mão de obra competiviva no cenário laboral.