As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 16/10/2021

Promulgada pela Organização das Nações Unidas – ONU – em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos – DUDH – garante a todos os cidadãos o direito ao trabalho e ao bem-estar social abrangendo, assim, o ingresso dos jovens no mercado de trabalho. Contudo, apesar dessa atualização, muitos são os desafios enfrentados por eles no contexto brasileiro. Sob esse viés, destacam-se os aspectos de inoperância governamental e a falta de conhecimento dos seus diretos por parte da juventude desempregada. Assim, medidas devem ser tomadas para que essa problemática seja revertida.

Em virtude dos fatos mencionados, deve-se pontuar que a negligencia estatal influencia na desordem trabalhista que assola essa classe de jovens que quer trabalhar, mas não tem qualificação para o mercado de trabalho. Sob esse viés, o filósofo iluminista John Locke desenvolveu o conceito de contrato social, em que o estado seria o responsável pelo bem-estar social coletivo. Entretanto, a máquina administrativa rompe com a tese de Locke uma vez que não tem um programa abrangente de qualificação profissional para os jovens serem inseridos no mercado de trabalho, porquanto mais de 50% deles estão desempregados, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica -IPEA-. Nesse sentido, urge que haja promoção e proteção para o trabalho dos imaturos que são o futuro do Brasil.

Destarte, vale ressaltar que, sem o direito garantido ao emprego, os jovens de 15 a 24 anos, que também não têm qualificação profissional, aceitam o subemprego que o mercado informal oferece, pois também se deparam com a falta de experiência profissional que lhes é exigida sem que uma oportunidade tenha sido lhes dada, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Nesse viés, a filósofa Simone de Beauvoir destaca que, pior que os escândalos que acontecem na sociedade, é quando as pessoas se acostumam a eles, como é o caso dos jovens que enfrentam dificuldades para ter o o primeiro emprego e nada reivindicam. Logo, uma intervenção torna-se substancial para conter esse quadro hodierno.

Portanto, é fundamental atenuar as dificuldades enfrentadas pelos jovens em busca do primeiro emprego no Brasil. Nesse sentido, o Ministério da Economia deve criar um programa de qualificação profissional destinado aos jovens por meio da Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO – que destine um montante mensal ao projeto, a fim de garantir emprego aos novatos. Ademais, deve, cada estado, fazer uma campanha de incentivos fiscais às empresas que dêem emprego às pessoas na faixa-etária de 17 a 24 anos com a finalidade de oportunizá-las. Dessa forma, a juventude poderá desfrutar dos direitos trabalhistas e bem-estar social previstos na Declaração Universal dos Direitos Humanos.