As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 18/10/2021
No ano de 1943, surgia no Brasil a Consolidação das Leis do Trabalho (CTL), sancionada pelo presidente Getúlio Vargas, tinha o objetivo de regulamentar as relações individuais e coletivas do trabalho. No entanto, o que se observa no Brasil contemporâneo é a má aplicação da CTL na prática, haja vista a dificuldade dos jovens em serem admitidos em empregos formais. Nesse sentido, o falho sistema educacional do país, bem como o descaso das empresas com os menores desempregados, define-se indubitavelmente como obstáculos. Assim, é fulcral entender essa problemática.
Em primeiro plano, a educação e o trabalho estão intrinsecamente conectados. Nesse viés, o filósofo Paulo Freire afirma que as escolas no Brasil são conteudistas, ou seja, as instituições de ensino estão focadas em compartilhar conhecimentos acadêmicos e, por conseguinte, não formam indivíduos cidadãos que, ao terminarem suas vidas estudantis, encontram-se desnorteados e sem a qualificação necessária para ingressar no mercado de trabalho. Por analogia, esse fator corrobora para com o aumento do desemprego no país, visto que a maior parcela dos jovens sai das escolas sem a formação obrigatória para empregos formais. Logo, é inadmissível a persistência desse problema no futuro.
Outrossim, o mercado de trabalho está cada vez mais concorrido entre os jovens. Sob esse ponto de vista, os dados apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que cerca de 46% dos brasileiros entre 18 e 24 anos encontram-se desempregados, em outras palavras, esses correspondem aos indivíduos que não estão dentro dos parâmetros impostos pelas empresas, o que estratifica a sociedade dos trabalhadores, uma vez que a maior parcela dos jovens demonstra baixa qualificação e não recebem o espaço básico para trabalhar nesses estabelecimentos e, consequentemente, aperfeiçoar seus mecanismos laborais. Desse modo, essa problemática urge de resoluções eficientes.
Portanto, é necessário a criação de medidas para contornar essa situação no Brasil. Nesse contexto, cabe ao governo federal em parceria com o Ministério da Educação e por meio de cotas governamentais, a reformulação do sistema de ensino das escolas públicas brasileiras, que será então exigido a implementação de cursos profissionalizantes das mais diversas áreas - como saúde e segurança, por exemplo-, com a finalidade de proporcionar uma preparação específica para os jovens que irão compor a futura economia do Brasil. Dessa maneira, o que está abordado na CTL poderá ser visto na prática.