As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 20/10/2021
É comum se ver em “memes” dentro de redes sociais como o Twitter e o Instagram, a frase “É preciso experiência para trabalhar, e trabalho para ter experiência”. Essa frase retrata, de forma irônica, uma das maiores dificuldades do jovem brasileiro atualmente: Ingressar em um mercado que preza pela experiência, sem ter dada experiência. Essa lógica paradoxal deixa as dúvidas “por que isso acontece?” e “no que isso resulta?”.
Inicialmente, devemos trazer à tona a dificuldade que as gerações mais antigas, que ocupam a maioria dos cargos de gerentes e recrutadores, têm de se comunicar com as gerações mais novas. A “geração z” é dita como “muito tímida” por recrutadores de processos seletivos, mas possui alguns outros talentos exclusivos. O canal “Parafernalha”, do Youtube, retrata um desses talentos, enquanto ironiza essa diferença entre as gerações, no vídeo “Pai na Internet”, onde um senhor de idade, já aposentado após trabalhar a vida inteira, não consegue entender conceitos mais modernos, como o de “youtuber”, “posts” e “memes”.
Assim sendo, é ineficaz ter um talento que o mercado tanto necessita, desprezado em pessoas que o demonstram tão naturalmente. Resultando em muitos problemas para o adolescente. Por exemplo, o aumento de procura por empregos informais, e muitos trabalhando em instituições que não aproveitam seu potencial, como criticado no caso do comércio. Que embora um trabalho formal e que é responsável por ingressar muitas pessoas no mercado de trabalho, costuma posicionar o jovem quase exclusivamente em trabalhos pesados e manuais, não dando abertura para desenvolvimento e causando o desperdício de algumas habilidades.
Assim sendo, vemos que talentos essênciais estão sendo desperdiçados por um mercado resistente em se adaptar a tais individuos e suas características. O ministério do trabalho, complementando a lei do “menor aprendiz”, deve permitir que jovens também concorram a vagas em cargos públicos que são normalmente apenas para funcionários adultos, desprezando fatores como experiência na avaliação. Assim diminuindo o preconceito no mercado privado, reduzindo o desemprego dessa faixa etária, concedendo mais experiência para os que necessitam, e aproveitando habilidades que melhorariam a eficiência dessas instituições.