As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 25/10/2021

Uma das frases mais conhecidas mundialmente é de Benjamin Franklin, a qual dizia que o trabalho dignifica o homem. Assim, considerando a sociedade atual e seus modos de trabalho capitalista, é notável o porquê desse dizer ter tanto sucesso. Porém, algumas relações foram modificados pelo tempo e uma delas é a que refere-se aos jovens, considerando que hoje as dificuldades são bem maiores e ingressar no mercado laboral tornou-se bem mais complicado. Isso acontece tanto pelos índices de qualificação que algumas empresas exigem, tanto pelos altos custos de encargos sociais.

Primeiramente, grande parte dos jovens brasileiros saem do ensino médio sem qualificação e/ou experiência, o que por si só já dificulta a contratação pelos empresários. Ou seja, a maioria só passa a ter uma chance depois de ingressarem no ensino superior ou quando completam a graduação, o que faz com que muitos fiquem todos esses anos dependentes de suas famílias, não conseguindo traçar seus próprios caminhos. Isso ocorre por que para as indústrias o custo de um funcionário que já entende do assunto e um que não, é o mesmo. Por isso eles acabam escolhendo aqueles que já possuem experiência. Desta forma, percebe-se as relações de trabalho indo ao encontro da teoria do sociólogo Karl Marx, o qual falava que o lucro era colocado acima do indivíduo e para os donos dos meios de produção nada mais importava a não ser esse.

Outrossim, esse quadro também é considerado quando os donos das empresas possuem o mesmo valor de encargo para os recém contratados e para os que já estão no local ao muitos anos, ou seja, eles sempre darão prioridade aos últimos, pois para eles há mais contribuição. Desta forma, novamente os jovens são excluídos e ficam à mercê da sorte, considerando que não tem como ter experiência se nenhum local dá oportunidade. Deste modo, esses dados são justificados pelos números publicados no site “jornal 360” o qual mostrou que a taxa de desemprego entre os jovens de 18 a 24 anos ficou em 29,8% ao fim de 2020, havendo uma alta de 6 pontos percentuais em relação a 2019, o que demonstra o aumento do problema.

Por fim, é preciso criar mecanismos eficiente para diminuir as dificuldades dos jovem entrarem no mercado de trabalho. Para isso cabe ao Ministério do trabalho, juntamente com o da Educação, a criação de mais cursos profissionalizantes nas escolas de ensino médio, assim muitos conseguirão ter experiência mesmo novos e recém formados e não sofrerão com o problema do desemprego. É importante que haja a criação de um projeto de capacitação nas empresas, as quais contratariam aqueles que não possuem experiência e estes tralhariam por um mês, associando trabalho com ensino, deste jeito, aqueles que não ingressaram num curso superior também teriam oportunidades.