As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 01/11/2021

Com o início da Revolução Industrial em meados do século XVIII na Inglaterra, a taxa de Êxodo Rural aumentou graças à empregabilidade que as indústrias poderiam proporcionar aos camponeses. Entretanto, ao chegarem nas cidades, os emigrantes encontravam uma situação diferente das perspectivas criadas, pois, o número de camponeses que conseguiam trabalho nos centros industriais era pequeno em relação ao total que chegavam no meio urbano, fato esse refletido nos milhares de desempregados e marginalizados naquele local. Análogo a esse contexto, percebe-se que o desemprego ainda é um problema social, uma vez que, no Brasil, existem dificuldades para os jovens ingressarem no mercado de trabalho, causado pela inexperiência desse público, além da falta de competências emocionais que os tornem bons profissionais.

Em primeira análise, a inexperiência dos jovens é um dos motivos que dificultam o ingresso deles ao mercado de trabalho. Ademais, afirma-se que a partir da mudança do modelo de produção fordista para o, toyotista, na década de 80, a busca por trabalhadores experientes e mais qualificados tornam-se características necessárias para conseguir um emprego, uma vez que, em um mundo marcado pela automação industrial, a necessidade de mão de obra pouco capacitada encontrada no fordismo diminui de forma gradativa. Dessa maneira, as empresas, ao buscarem aumentar sua rentabilidade, acabam em optar por não contratar os jovens, já que eles são vistos como inexperientes por elas.

Em segunda análise, a falta de competências emocionais que possam transformar os jovens em trabalhadores de excelência é outra causa do impasse. Nesse sentido, o filósofo Platão em sua obra “A República”, afirma que os filósofos, por serem aqueles que fazem uso da razão, e não da emoção na tomada de decisões, são os que devem ser escolhidos para governar a cidade, pois, irão visar o bem comum. Diante disso, observa-se que o controle emocional na área profissional já era uma característica exaltada na Idade Antiga e muito necessária na contemporaneidade, mas que atualmente uma parcela de adultos não possuem, já que esses não sabem lidar com suas emoções e consequentemente com as adversidades que o mundo do trabalho pode proporcionar.

Conclui-se, portanto, que as dificuldades dos jovens em ingressarem no mercado de trabalho necessitam ter um ponto final. Dessa forma, o Governo Federal, esse que possui forte influência sobre o indivíduo, por meio de verbas governamentais, deve contratar psicólogos e disponibiliza-los para as instituições de ensino, a fim de que esses profissionais possam auxiliar os estudantes no controle de suas emoções. Assim, os alunos ao terminarem seus estudos, irão sair com uma característica importante que facilita sua entrada no mercado de trabalho, que é o controle emocional.