As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 01/11/2021
Na obra “O príncipe”, do diplomata Nicolau Maquiavel, é postulada a ideia de que os governantes devem agir de modo a garantir o bem universal. No entanto, ao analisar a conjuntura brasileira, constata-se o oposto da premissa supracitada, pois as dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho representa um grave problema, que por debilidade reflexiva dos governantes e do corpo social, configura um estorvo que fere a dignidade isonômica. Nessa ótica, cabe analisar como a negligência governamental e a falta de informação constituem esse impasse no país.
Em primeiro plano, percebe-se, infelizmente, que a sociedade não dispõe de meios que assegurem as virtudes presentes na Constituição de 1988, a qual afirma que todo cidadão tem o direito ao acesso à educação. A priori, segundo o portal de notícias G1, há uma inércia no gerenciamento das políticas educacionais, na medida que o Ministério da Educação não gasta todo o dinheiro que tem disponível. Nesse sentido, o desacato à Carta Magna demonstra a negligência governamental disposta em solo e o descaso com a população, especificamente com os jovens, restringidos do ádito dos benefícios dos direitos sociais, por exemplo, qualificação profissional, principal forma de serviço cobrado no mercado de trabalho atual, no decorrer da quebra da isonomia constituinte, fato que configura o problema. Desse modo, evidencia-se a ineficiência do governo na garantia e na manutenção da satisfação social, posto que ele não cumpre seu dever de anteparo coletivo.
Ademais, é perceptível a falta conscientização informacional, visto que a população desconhece assuntos de elevada relevância, especialmente as exigências dos empregos vigentes. Nesse contexto, vale salientar que, conforme o filósofo Immanuel Kant, o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Dessa maneira, é válido analisar que a escassez de informação nos centros educacionais do país resulta em tal impasse hodierno, dado que a pobreza de atos de conscientização, diante à necessidade de qualificação trabalhista, influi decisivamente na problemática, já que a carência de informação perante o tema estrutura a alienação comunitária, que nesse viés fica a margem das oportunidades de serviço. Logo, é imprescindível uma mudança para reversão desse quadro caótico.
Portanto, fazem-se necessárias ações que atenuem as dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho. Assim, cabe ao governo federal, órgão com máxima administração executiva do país, o aprimoramento do ensino oferecido no território, mediante verbas do cofre público, com o fito de prevenir a violação dos direitos sociais e, eventualmente firmar o cunho da profissionalização. Além de providenciar, com o Ministério da Cidadania, campanhas, que conscientizem toda o corpo social acerca das exigências dos empregadores. A partir disso, será possível minimizar o óbice em pauta.