As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 02/11/2021

Durante o século XXI, a partir da Revolução Técnico-Científica e Informacional, as formas de trabalho passaram por um processo de mudança. Por conseguinte, a valorização de uma mão de obra mais capacitada tornou-se algo comum nas entrevistas de emprego. Nesse contexto, os impactos dessa revolução também manifestam-se na realidade brasileira, com o surgimento de dificuldades relevantes no processo de ingresso no mercado de trabalho, principalmente por parte da parcela mais jovem da população. Diante disso, faz-se necessário discutir o fato de que a educação deficitária, em conjunto com a omissão estatal, contribui para a perpetuação desse impasse.

Em primeiro plano, é valido ressaltar que a lacuna educacional está na base do problema. Sobre isso, o sociólogo Émile Durkheim diz que o papel da educação é formar um cidadão que se torne parte do coletivo. No entanto, tal papel tem sido falho no cenário brasileiro, haja vista a deficiência na qualificação profissonal juvenil. Nesse sentido, a preocupação das escolas não deveria apenas ser a aplicação do conhecimento teórico, mas também a devida preparação do jovem para a realidade do mercado de trabalho que o espera. Dessa forma, é urgente que a educação cumpra sua função e contribua com a construção do coletivo.

Além disso, pode-se apontar a negligência governamental como um fator determinante para a questão da dificuldade dos jovens no mercado de trabalho. De acordo com a Constituição Brasileira de 1988, o Estado é o agente responsável pela garantia do bem-estar social de sua nação, bem como dos direitos naturais intrínsecos a ela. Contudo, descumpre tal preceiro ao, erroneamente, deixar de investir capital e esforços na diminuição dos índices de jovens desempregados no Brasil. Em vista disso, a ausência de uma ação do poder público na garantia desse direito permite a perpetuação da problemática.

Portanto, em virtude da omissão educacional e estatal, medidas são necessárias. O governo federal, na figura do Ministério da Educação, deve instruir sua população, por meio da adição de uma disciplina específica na grade curricular das escolas públicas. Tal matéria seria focada na capacitação profissional básica para os alunos desde o ensino fundamental II, a fim de minimizar os desafios na busca pelo primeiro emprego desses jovens. Assim, os impactos da Revolução Técnico-Científica e Informacional deixarão, gradativamente, de ser tão danosos ao jovem brasileiro.