As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 10/11/2021
Existem cerca de 13 milhões de pessoas desempregadas no Brasil, como apontam os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que prejudica significativamente a ascensão social da população e reflete a dificuldade permanente dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho. Nesse contexto, é perceptível que existem desafios no país quanto à empregabilidade desses cidadãos, que persiste devido não somente à falta de investimentos públicos na esfera, mas também à lacuna na formação profissional da nova geração.
Primeiramente, cabe ressaltar como obstáculo ao ingresso no mercado de trabalho, o escasso investimento governamental em áreas empregatícias. Segundo dados recentes da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a aplicação em esferas nacionais, tanto públicas quanto privadas, tem sido a menor há 50 anos. Concomitantemente, essa omissão afeta diretamente o campo trabalhista, que gera uma menor taxa de empregos e prejudica a economia do país, pois sem investimentos financeiros e estruturais visando a criação de novos cargos, o mercado torna-se saturado. Dessa forma, por falta de atenção à questão, dificilmente essa problemática será solucionada.
Ademais, é importante destacar a lacuna na preparação de profissionais aptos para o exercício ocupacional como causador do problema supracitado. Nessa perspectiva, de acordo com Paulo Freire, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Em vista disso, é possível visualizar a dificuldade da juventude brasileira em adentrar o mercado de trabalho por conta da falha educacional em seu histórico, afinal, por conta da constante evolução global, existe uma exigência cada vez maior de profissionais adequados para exercerem cargos repletos de conhecimentos extras, relacionados aos mais variados assuntos, como a compreensão de informática e da língua inglesa, que passaram a ser obrigatórios em inúmeras empresas. Assim, é fundamental que haja uma composição de fatores cruciais para auxiliar o ingresso dos jovens nesse meio.
Nesse sentido, medidas são necessárias para assegurar a resolução do problema. Logo, o Governo Federal, órgão de maior hierarquia nas decisões públicas do Brasil, deve desenvolver projetos de criação de novos empregos, além da formação educacional adequada para a nova geração. Essas ações devem ser realizadas por meio do Ministério do Trabalho, que direcionará os investimentos monetários fundamentais para as instituições públicas e privadas aptas a receberem novos colaboradores para as suas equipes, aumentando as taxas de empregos, a fim de proporcionar cidadania a essas pessoas e melhorar constantemente a economia do país. Somente assim o Brasil caminhará rumo ao progresso almejado.