As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 09/11/2021
A Constituição Federal de 1988 garante, como direito básico inerente a todo cidadão brasileiro, o acesso a condições justas e favoráveis de trabalho, além de proteção contra o desemprego. No entanto, hodiernamente no Brasil, essa não é uma realidade para grande parte da parcela da população, principalmente os jovens, afinal, esses enfrentam muitas dificuldades para ingressar no mercado de trabalho. Dessa forma, ao invés de aproximar a realidade proposta pela Magna Carta da vivenciada pelo corpo social, a legalização da terceirização e o baixo investimento governamental na qualificação desses jovens colaboram para a persistência dessa adversidade.
Primordialmente, a causa da problemática se deve ao pouco investimento em qualificação profissional. Dessa forma, é necessário frisar que, assim como afirma o educador Paulo Freire, a educação emancipa o indivíduo. A respeito disso, exemplifica-se a dificuldade enfrentada pelos jovens brasileiros em conseguir entrar no mercado de trabalho, pois nota-se que o governo não prioriza investir nos estudos dos futuros profissionais do país. Dessa forma, há uma dicotomia entre o que o mercado espera para contratar, e o que é apresentado.
Ademais, é indubitável que a questão da legalização da terceirização também esteja entre as causas do problema. Para Aristóteles, a poética deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a terceirização do trabalho rompe essa harmonia, haja vista que embora previsto constitucionalmente os direitos a férias remuneradas, carga horária estipulada, décimo terceiro, entre outros, vê-se que a terceirização dos serviços garante vantagens apenas aos contratantes, uma vez que esses não precisam mais criar vínculos formais com os contratados, se desprendendo de deveres e criando menos empregos dignos.
Portanto, medidas são necessárias para combater o impasse. Para isso, o Governo Federal, junto ao Ministério da Educação, devem adicionar à grade curricular cursos profissionalizantes aos estudantes do último ano do ensino médio, de modo que cada estudante escolha a área a ser abordada, para que aumentem o nível dos próximos profissionais do país, pois esses poderão aprender na teoria o que enfrentarão a seguir na prática. Além disso, o poder legislativo deve criar regras para que a terceirização não seja tão vantajosa às empresas, incentivando-as a contratar mais. Somente assim as dificuldades encontradas por jovens para entrar no mercado de trabalho serão amenizadas.