As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 10/11/2021

A Constituição Cidadã, promulgada em 1988, garante em seu Artigo 6º o direito ao trabalho a todos, sem distinção de qualquer natureza. Fato é, que essa prerrogativa encontra-se invalidada, principalmente entre os jovens. Isso ocorre, essencialmente, em virtude da falta de experiência e controle emocional da população manceba. Consequência disto é um efeito cíclico, no qual a não entrada no mercado de trabalho atrasa o ganho de experiência e o amadurecimento emocional.

Em primeira instância, cabe ressaltar que o desemprego entre os jovens no Brasil atingiu a taxa de 30% em 2017, segundo dados divulgados pela Organização Internacional do Trabalho. Inegavelmente, uma barreira encontrada pela juventude é a falta de experiência, afinal, é mais vantajoso e rentável para o empregador que ele contrate os serviços de alguém com melhor preparo. Outro fator impactante é a carência de destreza interpessoal, pois saber como agir em situações de tensão e conflito garantem que a eficiência seja mantida. Conquanto, pelo elemento etário, pessoas mais novas ainda não atingiram o amadurecimento emocional em geral.

Em decorrência das causas apresentadas, há a formação de um ciclo vicioso: sem o primeiro emprego, a população que está começando a vida adulta não consegue acumular expertise, esta que é requisitada para aquisição de muitos empregos. Ademais, com as competências emocionais ocorre o mesmo problema: sem experiências profissionais, não há episódios nos quais se possa desenvolver o controle das emoções; sem esse controle, as entrevistas de emprego e o período de adaptação acabam frustrados.

Portanto, vê-se a necessidade de medidas para a amenização das problemáticas discorridas. Para isso, devem o setor empresarial, juntamente ao ministério competente, ofertar cursos de qualificação profissional. Desse modo, os jovens poderão aprimorar sua vivência, tornando-os mais aptos ao mercado de trabalho. Outrossim, para aperfeiçoamento da inteligência emocional, é função do Ministério da Educação incluir palestras e aulas acerca deste assunto no currículo do ensino médio. Busca-se, assim, preparar os estudantes para a futura vida profissional. Por meio de tais providências, diminuir-se-á as dificuldades dos jovens de ingressarem no meio trabalhista.