As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 12/11/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê, em seu artigo 6º, o direito a emprego como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se repercutido com ênfase na prática quando se observa a tentativa dos jovens brasileiros de ingressarem no mercado de trabalho . Nesse âmbito, é lícito destacar como principais causas do problema a carência de medidas governamentais e a ineficácia da escola.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de órgãos governamentais para combater o desemprego entre jovens. Nesse sentido, devido à baixa atuação das autoridades, problemas relacionados a saúde física e mental do trabalhador são consequências atualmente. Essa situação, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como o emprego , o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a insuficiência escolar como impulsionador dos jovens desempregados  no Brasil. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do total de desempregados no Brasil, 32% são jovens . Diante de tal exposto, o desemprego prolongado dos jovens tem consequências altamente negativas que podem se estender por toda uma geração. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Sendo assim, o Governo juntamente com a Escola deve implementar medidas cabíveis e criar novas disciplinas, por meio de debates, com o intuito de melhorar a ingressão dos jovens no mercado de trabalho, a fim de um crescimento pessoal e profissional. Assim, se consolidará uma sociedade mais desenvolvida, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.