As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 19/11/2021

Em seu célebre poema “No meio do caminho”, Carlos Drummond de Andrade, escritor da Segunda Fase do Modernismo, metaforiza os objetivos da vida como sendo uma pedra intransponível. Transcendendo a literatura, pode-se comparar, também, essa rocha às dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho, que configura um desafio a ser sanado no Brasil. Nesse sentido, faz-se necessário analisar não só o deficitário ensino brasileiro, como também a negligência governamental.

Insta saliente, sob essa lógica, que a lacuna educacional possui forte influência no revés. Para Paulo Freire, educador brasileiro, as instituições escolares precisam abandonar a metodologia tecnicista, dando lugar à construção transformadora, embasada na conscientização social. No entanto, os espaços educativos, por vezes, ao passo que priorizam o conhecimento técnico, não preparam os requisitos para o mercado de trabalho, o que, por conseguinte gera uma juventude desorientada. Dessarte, a fim de ir ao encontro do pensamento de Freire, a conduta escolar precisa ser repensada urgentemente.

Diante desse cenário, é importante pontuar a omissão do governo como fomentadora da adversidade. Sob essa lógica, Thomas Hobbes, filósofo inglês, defendia que é dever do Estado proporcionar meios que auxiliem o progresso de toda a coletividade. Tal concepção, todavia, não se aplica à conjuntura hodierna, uma vez que as autoridades governamentais não agem para criar ações que resolveriam a falta de emprego para os adolescentes.

Assim, é crucial mitigar o (tema problematizado). Para tanto, urge que o Ministério da Educação - incumbido de garantir o progresso do ensino brasileiro. - implemente na grade curricular, disciplinas voltadas ao mercado de trabalho, por meio de minicursos, a fim de instruir como funciona a vida adulta. Com essas medidas, poder-se-ia ver um país onde os jovens terminam o ensino médio norteados do que os espera.