As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 19/11/2021
O filósofo Raimundo de Teixeira Mendes, em 1989, adaptou o lema “Ordem e Progresso” não só para a Bandeira Nacional Brasileira, mas também para a nação que, nos dias atuais, enfrenta inúmeros empecilhos para o seu desenvolvimento. Diante disso, as dificuldades dos jovens ingressarem no mercado de trabalho representa uma antítese ao símbolo pátrio, uma vez que tal postura resulte na desordem e no retrocesso do desenvolvimento social. Nesse prisma, destaca-se duas causas importantes: a insuficiência legislativa e a base educacional falha.
Diante desse cenário, é imperioso notar que a ausência legislativa potencializa as dificuldades do acesso trabalhista. De acordo com a Constituição Federal brasileira, promulgada em 1988, todo cidadão tem o pleno direito ao trabalho, porém, o estado não cumpre a sua função de garantir que a comunidade desfrute de direitos indispensáveis, o que é evidente no país. Dessa forma, vale ressaltar que o desemprego dos jovens apresenta a maior taxa no Brasil, onde mais de 60% da população está sem inserir no mercado de trabalho, pois não há muitas oportunidades, fazendo assim, que a sociedade opte por empregos informais, que existe um acesso mais fácil.
Além disso, é fundamental apontar a base educacional como impulsionador da problemática no mercado de trabalho para os jovens o Brasil. Segundo os dados coletados pela Pesquisa Mensal de Emprego, realizada em 2006, informa que apenas 26% da população que nunca trabalharam conseguem um emprego. Nesse contexto, é preciso realçar que a base educacional é um fator que tem grande interferência nas entrevistas de trabalho, prioriza aqueles que têm uma educação elevada. Isso se dá devido à falta de conhecimento e a ausência de informação, logo, é inadmissível que esse cenário continue a pendurar.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham amenizar o entrave discorrido. Dessa maneira, cabe ao Poder Legislativo e Executivo, colocar em prática as leis já existentes e a criação de novas Leis trabalhistas voltadas para a população jovem. Com isso, é válido que o governo- principal responsável pelo bem-estar social- em parceria com o Ministério da Educação, financie projetos educacionais nas escolas e faculdades, por meio de uma ampla divulgação midiática, inclua propagandas televistas, entrevistas em jornais e debates entre professores e alunos. Com isso, tende-se tornar indivíduos conscientes acerca da gravidade do assunto na sociedade. Espera-se, contudo, que o conflito evidenciado seja gradativamente erradicado no Brasil.