As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 05/03/2022

Embora a Constituição Federal de 1988 assegure o direito ao trabalho à todos os cidadãos, percebe-se que, na atual realidade brasileira, não há o cumprimento dessa garantia, visto que uma grande parcela dos jovens brasileiros ainda sofrem com a falta de inserção no mercado de trabalho. Sem acesso ao mercado de trabalho, esses jovens sentem enormes efeitos sociais e econômicos. Isso é reflexo direto da falta de acesso desses jovens aos seus direitos e é perpetuado pela falta de iniciativa do poder público.

Deve-se destacar, primeiramente, como essa problemática reflete a desigualdade social e geográfica do Brasil, visto que são os jovens pobres ou de regiões mais afastadas que tem menor oportunidade e capacitação para serem inseridos no mercado de trabalho. Por consequência, há o aprofundamento ainda maior das desigualdades já presentes na nossa sociedade, sendo uma questão de suma importância no Brasil contemporâneo.

Ademais, vale destacar que nos últimos anos, devido a crise econômica e as flexibilizações das leis trabalhistas, muitos jovens enfrentaram o desemprego ou foram obrigados a entrar na informalidade, com piores empregos, menores salários e com pouca ou nenhuma capacitação técnica a longo prazo. Como efeito, esses jovens formarão uma massa de mão de obra sem qualificação profissional, presa a baixa renda e que perpetuará as desigualdades sociais e econômicas ja presentes no Brasil contemporâneo. Tal cenário demonstra o descaso do poder público com a questão da falta de inclusão dos jovens no mercado de trabalho, sendo assim também responsável pela perpetuação desse problema.

É inaceitável que um país com tantos recursos como o Brasil, os jovens não tenham seus direitos básicos assegurados. Portanto, faz-se imprescindível que a mídia - instrumento de ampla abrangência - faça campanhas para a conscientização e uma construção de debates sobre esse tema, por meio de comerciais periódicos e debates televisivos, a fim de formar cidadãos informados e influenciar o debate público para que o corpo político vá nessa direção, assim como funciona em qualquer democracia saudável.

Paralelamente, o estado - principal promotor da harmonia social - deve garantir que os jovens sejam inseridos no mercado de trabalho, por intermédio de programas e campanhas de capacitação profissional e de geração de emprego, objetivando amenizar esse problema. É impossível construirmos um bom futuro sem resolvermos os problemas que já deveriam ser do passado.