As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 03/05/2022

Na Grécia Antiga foi cunhado o conceito de cidadania, que estabelecia os direitos dos indivíduos que viviam na polis. Nesse contexto, os cidadãos não só eram iguais perante as leis, como participavam diretamente das decisões políticas. Contrariamente, no Brasil atual, observa-se uma lacuna no que concerne à cidadania, na questão das dificuldades encontradas pelos jovens de adentrarem no mercado de trabalho. Dessa forma, observa-se que esse ingresso reflete um cenário desafiador, seja em virtude da base educacional lacunar, seja pela falta de investimentos.

É indubitável, nesse contexto, que a questão da base educacional lacunar esteja entre as causas do problema. Para Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. De acordo com essa perspectiva, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. No que tange ao desemprego entre os mais novos, percebe-se a forte influência dessa causa, uma vez que as escolas técnicas e universidades não têm cumprido seu papeis no sentido de reverter o problema, pois não estão trazendo às salas de aula conteúdos que ajam na resolução da questão.

Além do mais, ressalte-se que a falta de investimentos também configura-se como um entrave no que tange à questão do desemprego dos jovens no país. Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, a taxa de investimento no Brasil, somando setores público e privado, está no seu menor nível dos últimos 50 anos. No entanto, para agir sobre problemas coletivos, como a questão da baixa taxa de emprego juvenil, é preciso investimento massivo. Como há uma lacuna financeira no que tange ao problema, sua atenuação tem sido complicada.

É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Dessa forma, o Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas da União devem fiscalizar o destino dos investimentos brasileiros, a fim de remanejá-los a áreas que mais necessitam. Para que tal destinação seja coerente com a realidade brasileira, estes órgãos podem criar consultas públicas, nas quais a população interaja e aponte questões como a alta do desemprego entre os jovens brasileiros, que precisa ser resolvido com urgência.