As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 20/04/2022
O capitalismo é o regime econômico no qual todas as relações visam lucro monetário, tanto empregado quanto empregador desejam aumentar os seus ganhos. No contexto atual, jovens adultos tendem a entrar no mercado de trabalho para adquirir estabilidade e independência financeira, porém ainda existem dificuldades relacionadas a este processo. É notório que o Brasil é um país ainda em desenvolvimento e as oportunidades de trabalhos formais são pequenas para jovens, o que desordena o fluxo de capital e aumenta a demanda no mercado informal, não respaldado pelo Estado. Portanto, é necessário implantação de ideias que visam dar oportunidades para jovens ingressarem no mercado de trabalho.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), analisados pelo Instituto de Pesquisa Econômica (IPEA), no Brasil é 70% mais difícil um jovem que nunca trabalhou sair da condição de desempregado do que um adulto experiente. Com isso, é observável a falha do ensino técnico e profissional brasileiro, que se demonstra incapaz de adequar-se à formação acadêmica demandada pelo tipo de mercado brasileiro, baseado no comércio e indústria.
Devido às dificuldades de ingressar no mercado de trabalho, a premissa básica do capitalismo, em que o lucro é o objetivo de toda relação econômica, entra em crise, aumentando as desigualdades e reduzindo o poder de consumo da população, já que um indivíduo sem emprego significa comprometimento da renda pessoal. De acordo com o sociólogo alemão Max Weber, “o trabalho dignifica o homem”, porém na questão, a falta de trabalho invisibiliza-o, pois na sociedade contemporânea , o poder de consumo individual é uma das características mais importantes no ser capitalista.
Portanto, é papel do Ministério da Educação e do Ministério do Trabalho organizar e investir em projetos que insiram jovens ao primeiro emprego, garantindo-lhes experiências no meio profissional, a partir da adequação do ensino técnico às demandas da economia brasileira, tornando viável iniciativas que promovam o conhecimento capacitado. Deste modo, jovens brasileiros poderão conquistar a independência financeira e garantir o fluxo de capital no Brasil, tornando menos desiguais as relações econômicas.