As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 24/04/2022
A Quarta Revolução Industrial chacoalha o mundo, fortificando a aplicação de tecnologias avançadas, como automação e biotecnologia nas indústrias. Devido a eventos como esse, torna-se importante a qualificação plena, meta entravada no Brasil pelo insuficiente suporte financeiro e sistema educacional desatualizado.
Primeiramente é essencial notar como a vulnerabilidade socioeconômica dificulta a entrada no mercado de trabalho. “Quarto de Despejo”, escrito por Carolina Maria de Jesus, relata uma realidade marcada pela despossessão material. Apesar de escrito nos anos 50, o completo descaso estatal descrito no livro ainda se mantém atual. Já na infância muitos não tem condições mínimas, como alimentação e moradia de qualidade. Sem essas, a escolaridade básica se torna arduosa, e o terceiro grau - em um país onde universidades públicas são restritas - quase inalcançável. Dessa forma, diversas oportunidades são negadas a grande parcela da população, pois não conseguiram adquirir a escolaridade necessária.
Ademais, a matriz escolar incompleta dificulta a entrada em diversos processos seletivos. O PISA, avaliação ministrada em diversos países, analisa as capacidades interpretativas, matemáticas e científicas de adolescentes. Foi criado em vista de um mundo onde habilidades como fluência digital e conhecimento interpessoal são cada vez mais necessários. Logo, o currículo escolar brasileiro, por abranger os assuntos mencionados de maneira superficial, produz uma força de trabalho que, em sua maioria, não possui as competências necessárias para atuar em uma sociedade cada vez mais globalizada.
Portanto, cabe ao Ministério da Fazenda, órgão responsável por políticas fiscais, garantir uma renda básica, por meio de emenda constitucional, a todos os estudantes matriculados em instituições públicas, a fim de diminuir a evasão escolar das classes mais baixas. Em seguida o Ministério da Educação deve ampliar as discussões sobre o trabalho no mundo moderno, por meio de vídeos educativos apresentados nos canais abertos, como a Globo e a TV Cultura, para que a audiência torne-se mais capacitada. Talvez assim criando um país onde até os mais necessitados consigam elevar-se do despejo.