As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 06/05/2022

Na primeira Revolução Industrial houve o surgimento de máquinas a vapor para tornar a produção mais rápida e prática, no entanto gerou uma especialização da mão de obra: os trabalhadores que antes precisavam apenas dominar a técnica artesanal de produção, agora deveriam saber operar as máquinas, o que fez com que muitos perdessem o emprego e outros nem fossem contratados. Esse movimento também ocorre com os jovens nos dias de hoje, eles não conseguem ingressar no mercado de trabalho por conta da falta de qualificação para o serviço e das complicações psicológicas geradas pela falta de preparo e pelo exaustivo processo seletivo. Isso acarreta em uma parcela da população economicamente ativa desempregada, provocando problemas econômicos e sociais.

Com todas as mudanças no cenário tecnológico, o mercado de trabalho também se transformou e os empregados precisaram se qualificar - por meio da educação e estudos - para conquistar uma vaga de emprego. Todavia, como avalia Pierre Bourdieu, o indivíduo que possui capital econômico tem mais oportunidade de adquirir o capital cultural. Assim, perpetua-se a desigualdade educacional e aumenta-se o desemprego em classes mais pobres.

Por conseguinte, o déficit educacional forma jovens sem competência emocional, ou seja, sem o controle das emoções, ansiosos e com baixa autoestima. Isso cria outro obstáculo na hora da contratação, pois as empresas procuram candidatos capazes de controlar suas emoções e que não as deixem afetar a sua produtividade no trabalho. O filme “O corte” retrata como o desemprego pode afetar a saúde mental por meio da história de Bruno que, após ser ficar desempregado por dois anos, perde a sanidade e a autoestima, então decide eliminar a concorrência matando os candidatos mais qualificados que ele.

Em síntese, pode-se concluir que a dificuldade dos jovens de ingressar no mercado de trabalho é causada, primordialmente, pela desigualdade educacional. Portanto, é preciso que o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, trabalhe na democratização do ensino de qualidade, promovendo reformas educacionais no ensino público, com a finalidade de aperfeiçoar a qualificação de todos os jovens. Afinal, como disse Nelson Mandela: “a educação é a arma mais poderosa”.