As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 09/05/2022

O romance filosófico “Utopia”, criado pelo escritor inglês Thomas Morus, no século XVI, retrata uma civilização perfeita e idealizada na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de problemas e conflitos. Tal obra fictícia se mostra distante da realidade contemporânea na tocante dificuldade dos jovens a ingressarem no mercado de trabalho, problema ainda a ser combatido no Brasil. Esse panorama é lamentável não só em razão da falta de experiência, mas também da falta de controle emocional durante a seleção. Desse modo, torna-se fundamental a análise dessa conjuntura para reverter esse quadro.

Nessa linha de raciocínio, é primordial destacar que, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego dos jovens de 19 a 27 anos está entre 25% e 36%, sendo a 51% destes, pessoas que nunca trabalharam. Sob esse viés, tem se em vista a desigualdade de oportunidades em comparação com pessoas que já possuem experiências, fato contraditório levando em consideração que, para se ter experiência, se deve trabalhar um dia pela primeira vez.

Além disso, os impactos da saúde mental na seletiva dos empregos, é um fator relevante e que vem sendo cada vez mais notado entre os jovens. Atualmente, com as tecnologias e os novos meios de ensino, a educação tem sido cada vez melhor, sendo essa, a geração mais informada, educada e preparada, no entanto, os problemas psicológicos, estão muito mais presentes, o que afeta diretamente nas entrevistas de emprego, quando demonstram a falta de controle emocional durante as entrevistas de trabalho.

Infere-se portanto, a necessidade de mitigação dos entraves em prol da melhora da ingressão de jovens ao mercado de trabalho. Assim, cabe ao Congresso Nacional, mediante o aumento do percentual de investimentos, o qual será proporcionado por uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias, ampliar a conscientização sobre tal problema através de palestras ministradas por profissionais da área e informar a obrigatoriedade de um número de vagas para pessoas que ainda não possuem experiência, com o objetivo de diminuir os impactos negativos. Dessa forma, poderá se concretizar a “Utopia” de Thomas Moru, se tornando então, uma sociedade com oportunidades para se viver.