As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 11/05/2022

Manoel de Barros, grande poeta pós modernista, desenvolveu, em suas obras, uma “teologia do traste”, cuja principal característica reside em dar valor ás situações frequentementes esquecidas ou ignoradas. Seguindo a lógica Barrosiana, faz-se preciso, portanto, valorizar também a problemática das dificuldades dos jovens para ingressarem no mercado de trabalho. Nesse sentido, a fim de mitigar os males relativos a essa temática, é importante analisar a ausência de oportunidades por partes dos comerciantes e a falta de investimentos do Governo.

É relevante abordar primeiramente, que a falta de oportunidades é uma das razões pela qual o problema persiste. Acerca disso, o filósofo Leandro Karnal já dizia que “o mal da cultura é transformar em normal aquilo que não é”. Sob essa lógica, é possível perceber que o pensamento do autor se faz presente nos dias hordienos, uma vez que ao perceberem que se trata se um jovem que não possuí experiência no currículo, a banca automaticamente anula as suas chances para conseguir uma vaga para o emprego. Logo, enquanto não ocorrer alteração de tal conduta social, o problema persistirá.

É oportuno, ainda, destacar a ausência de investimentos por parte do governo e seu efeito na questão. Como afirmou Gilberto Diminstein, em sua obra “Cidadões de papel”, a legislação Brasileira é inificaz, visto que, embora aparenta ser completa na teoria, muitas vezes não se concretiza na prática. Sendo assim, é visível a anulação dessas pessoas diante dos seus perfís, gerando uma possibilidade do indivíduo possa desistir de trabalhar honestamente e que veja o mundo do crime como uma saída da miséra, e consequentemente, uma forma de renda. Desse modo, enquanto não houver mudanças desse cenário, uma parcela da população ficará na margem dos problemas.

Em suma, atenuar aos desafios relacionados ao dever dos comerciantes ao permitir que os jovens ingressem na sua equipe de trabalho é fundamental. Para isso, o Governo, principal responsável pela qualificação dessa classe social deve fornecer cursos preparatórios e projetos para o primeiro emprego. Isso deve ocorrer com parcerias de empresas e aulas preparatórias. Dessa maneira, será possível que o problema seja gradativamente minimizado no País.