As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 23/06/2022
Ao afirmar a celebre canção “O tempo não para”, o poeta Cazuza, faz de certo modo, uma comparação entre o futuro e o passado. De fato, ele estava certo, pois as dificuldades dos jovens no ingresso do mercado de trabalho não é um problema exclusivamente do cenário atual, uma vez que obteve crescimento alarmante após a crise de 2008 que afetou diretamente o PIB. Desse modo, na contemporaneida-de, as dificuldades ainda persistem, tanto pela baixa qualificação, quanto pela desi-gualdade social.
Inicialmente, vale ressaltar que o déficit de investimento governamental é um problema que dificulta a entrada do jovem no mercado de trabalho. Nesse sentido, a Constituição Federal declara, no seu artigo 205, que a educação é um direito de todo cidadão, e deve ser assegurada pela interveção do Estado. Entretanto, no Bra-sil hodierno, percebe-se que tal garantia é negligenciada na prática, pois de acordo com Jornal da USP, no ano de 2020 o Brasil possuia 14 milhões de desempregados, cerca de 70% eram jovens na faixa etária de 14-24 anos, motivados pela baixa qua-lificação ou até mesmo pela evasão escolar. Assim, infelizmente, a lesiva inércia pú-blica fortalece problema no País.
Ademais, é fulcral ressaltar a desigualdade social como outro fator responsável pela permanência da problemática na sociedade brasileira. Nesse sentido, o Coe-ficiente de Gini foi desenvolvido com o intuito de medir as descrepâncias de uma sociedade, por exemplo, socioeconômicas e de educação. Nessa lógica, segundo o índice de Gini, a desigualdade social no País teve aumento considerável em 2017 decorrente da crise econômica, o que, consequentimente prejudica o ingresso do jovem no mercado de trabalho até os dias atuais. Portanto, é inaceitável que o óbi-ce continue a acontecer na sociedade, tendo em vista que a problemática é um das razões do desequilíbrio social.
Portanto, fica evidente a necessidade de reverter as dificuldades da entrada dos jovens no mercado de trabalho. Para isso, urge que o Governo Federal, junto à Ór-gãos Estaduais de Ensino, promovam cursos profissionalizantes e tecnológicos gra-tuitos em áreas de maior descrepância social, a fim de garantir os direitos dos indi-víduos. Dessa forma, minimizando o problema gradativamente no País.