As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 21/08/2022

A Constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê, em seu artigo 6°, o direito ao trabalho como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, tal benefício não se tem evidenciado com ênfase, na prática, quando se observam os desafios dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho brasileiro, dificultando, assim, a universalidade desse direito social tão importante. Diante dessa situação, faz-se necessária a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Nessa perspectiva, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para auxiliar no combate aos desafios dos jovens brasileiros ingressarem no mercado de trabalho, como políticas públicas de integração trabalhista. Nesse sentido, diversos são os desafios encontrados pelos jovens brasileiros que buscam adentrar o mercado trabalhista: baixa experiência, ausência de competências emocionais necessárias, demanda por jovens altamente qualificados, entre outros. Essa situação, segundo os ideais do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como o trabalho, o que lamentavelmente é evidente no Brasil.

Além disso, é fundamental destacar que a taxa de desemprego entre os jovens brasileiros é cerca de 20% superior à taxa mundial. Esse cenário demonstra o quanto o mercado brasileiro é excludente com essa parcela social mais nova, gerando um envelhecimento do mercado trabalhista brasileiro, em conjunto com um aumento no número de empregos informais no país.Logo, é inadmissível que esse cenário continue sendo uma realidade brasileira.

Percebe-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é

imprescindível que o governo federal, esfera de maior poder nacional, por meio da criação de políticas públicas, direcione verbas para a criação de órgãos especializados na integração trabalhista dos jovens brasileiros, a fim de atenuar a exclusão dessa parcela social ao mercado de trabalho. Assim, consolidar-se-á uma sociedade mais empática, na qual o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, como afirma John Locke.