As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 30/06/2022

Há menos de 150 anos atrás o padrão para a sociedade era que o filho seguisse a mesma profissão do pai. Assim, o genitor era visto como mestre, mentor e inseria o filho no mercado de trabalho. Na contemporaniedade, esse fenômeno se tornou obsoleto e raro. Consequentemente, a falta de um facilitator para a transição resultou em uma grande parcela dos jovens brasileiros desempregados. Portanto, a diminuição de vagas de emprego associada ao aumento de competitividade e a falta de credibilidade e conhecimento podem ser considerados responsáveis pela situação atual.

A priori, é importante considerar o cenário mundial como um fator agravante do problema. O conceito cunhado pela geografia da “divisão internacional do trabalho”(DIT) mostra que alguns países - como os tigres asiáticos - atraem as indústrias pelo baixo custo de mão de obra. Em virtude disso, diversas empresas multinacionais transferiram algumas de suas atividades para o estrangeiro, junto com os empregos que geravam. Por conseguinte, o desemprego em geral foi agravado, mas os jovens foram os mais afetados, pois, os antigos trabalhadores quando competem com os novos tem uma grande vatagem e são, na esmagadora maioria das vezes, escolhidos.

Ademais, a falta de conhecimento técnico por parte dos jovens. Á partir da terceira revolução industrial (iniciada após a segunda guerra mundial) ocorreu a sofisticação dos processos produtivos. Devido este fenômeno as vagas de emprego exigem profissionais altamente qualificados. Assim, os jovens são excluidos do mercado e enfrentam dificuldades para encontrar uma ocupação.

Destarte, é imperativo que o Governo Federal, em parceria com grandes empresas, promova campanhas de capacitação de jovens para o mercado de trabalho. Tal medida teria como objetivo a inserção destes cidadãos no ambiente profissional por meio da obtenção de conhecimento e experiência. Além disto poderiam ser oferecidos incentivos fiscais e auxilio logístico para as companhias parceiras, a fim de incetivar a sua participação. Desta maneira, o Estado fará o papel que o genitor fazia há séculos e facilitará introdução dos cidadãos mais novos neste ambiente, atenuando a situação problema vivênciada hoje.