As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 10/08/2022

No desenho animado Bob Esponja, há uma independência financeira atrelada ao personagem Bob Esponja estar empregado. Fora da ficção, a realidade é outra: jovens têm dificuldades de engressarem no mercado de trabalho, o que causa efeitos negativos a sua maturidade financeira e à economia do país. Sob esse viés, em razão da inobservância estatal na escassez de políticas públicas eficazes e da desigualdade social sob a falta de oportunidades, o impasse é catalisado.

Em primeira análise, são necessárias criações de empregos para todos os indivíduos, em razão não só de fomentar a economia do Estado, mas também de ser um direito garantido pela Constituição Cidadã. Nesse contexto, o escritor João Cabral de Melo Neto afirma em sua obra “Morte e Vida Severinas” que, quando uma pessoa nasce, são tirados seus direitos, e esses são afastados com o intuito de ser difícil de alcançá-los. Como resultado, jovens são afetados por não terem emprego, sob essa ótica, é preciso salientar que a ingressão de jovens no mercado de trabalho deve ser garantida pelo governo, uma vez que, é de sua obrigação com o corpo social. Urge que a Constituição de 1988 seja efetiva em prática e, assim, seja cumprido o dever sobre essa parcela da população em conquista ao trabalho.

Ademais, é preciso alertar da desigualdade social como propulsora da escassez de oportunidades, o que impede a ascensão financeira dos jovens devido à dificuldade na empregabilidade. Diante isso, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, em seu livro “Vida para Consumo”, seres humanos vulneráveis à pobreza são considerados “invisíveis” pela sociedade, o que dificulta a garantia dos seus direitos fundamentais. Logo, é de grande importância ações efetivas para acabar com o problema, e as oportunidades sejam quantitativas e qualitativas a todos.

Interfere-se, portanto, a necessidade de medidas efetivas para mitigar óbice de jovens não conseguirem ingressar no mercado de trabalho. Nesse viés, é de responsabilidade do Ministério da Economia, principal responsável pela criação de empregos, criar políticas públicas eficientes para a geração de empregos dos jovens, por meio de programas de incentivo à empregabilidade. De modo que acabem os impasses no ingresso desse grupo ao mercado de trabalho e usufruam de seus direitos, assim como o Bob Esponja.