As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 22/08/2022

Em outubro de 1988, a sociedade conheceu um dos documentos mais importantes da história do Brasil: a Constituição Cidadã, cujo conteúdo garante o direito de trabalho a todos, inclusive, aos jovens. Entretanto, a dificuldade e impedimento dos jovens no ingresso ao mercado de trabalho, impede que a juventude usufrua deste direito. Sob tal ótica, a solução do problema pressupõe que se combata não só a invisibilidade dos jovens nos meios laborais, mas também a omissão do estado perante o assunto.

A priori, é imperioso destacar que a Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela ONU - assegura que todos os indivíduos fazem jus a direitos básicos, como exemplo, a inclusão jovial ao trabalho, que contribui para o desenvolvimento financeiro do jovem e futura estabilidade. Ocorre que, o grupo social juvenil está distante de vivenciar tais benefícios, sobretudo por conta do impedimento do seu ingresso. Portanto, caso continue a forma de invisibilidade como tratamento os direitos firmados em 1988 permaneceram como privilégios.

Outrossim, a inércia estatal inviabiliza a inserção do jovem nos meios laborais. A esse respeito, o filósofo inglês John Locke criou o conceito de “Contrato social”, a partir do qual os indivíduos deveriam confiar no Estado, que, por sua vez, garantia os direitos inalienáveis à população. Todavia, a dificuldade vivenciada pelos jovens evidencia que o Poder Público brasileiro se mostra incapaz de cumprir o contrato de Locke, findando a uma juventude sem a obtenção do devido apoio governamental e sem a conclusão de seus direitos. Desse modo, enquanto se mantiver a omissão estatal, os jovens serão obrigados a conviver com tal situação.

Destarte, é mister que medidas sejam tomadas a fim de combater a problemática. Desse modo, as instituições escolares - responsáveis pela transformação social - devem ensinar os jovens a reinvindicarem melhoriais em relação a sua inserção no mercado de trabalho, por meio de projetos pedagógicos, como palestras, com uso da função conativa da linguagem, convencendo os jovens a buscar seus direitos. Feito isso gradualmente rompendo a inércia do Estado e garantindo o tratamento digno previsto pelas Nações Unidas deixando de ser, em breve, uma utopia no Brasil.